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Republicanos voltam a fazer política em meio a distrações

Um dia depois de terem aberto a sua convenção com uma edição abreviada e um tom solene, os republicanos voltaram a fazer política tradicional, com palavras de louvor a seu candidato e ásperas críticas ao rival democrata. Em um pronunciamento realizado por videolink, a partir da Casa Branca, o presidente George W.

BBC Brasil |

Bush, afirmou que John McCain aprendeu ''as lições de 11 de setembro de 2001, que para proteger a América, devemos ficar na ofensiva, impedir ataques antes que eles aconteçam, e não esperar que eles voltem a acontecer''.

Depois de Bush, foi a vez do ex-senador e candidato derrotado à indicação republicana para a Presidência dos Estados Unidos, Fred Thompson, subir ao palco. Thompson empolgou a platéia republicana em sua defesa de McCain e com suas tiradas contra o rival democrata Barack Obama.

Thompson ironizou a candidatura de Obama dizendo que ela é ''histórica''. E acrescentou: ''histórica no sentido de que nunca houve um candidato tão à esquerda e tão inexperiente''.

Sarah Palin
O senador democrata Joe Lieberman, que foi companheiro de chapa de Al Gore, também discursou no evento e brincou que muitos deveriam estar se perguntando: ''O que um democrata como eu está fazendo em uma convenção republicana como esta?'' Para em seguida responder que estava ali, porque ''o país importa mais do que o partido''.

Lieberman ainda pertence ao Partido Democrata, mas vem fazendo campanha por McCain devido à oposição democrata à guerra do Iraque.

Mas os comentários inflamados e os vários elogios ao suposto heroísmo de John McCain, por pouco não foram ofuscados por novas polêmicas envolvendo a governadora Sarah Palin, e até mesmo por uma gafe ligada à candidata a vice.

Como mostra de que Palin ainda é uma desconhecida até mesmo para a alta cúpula republicana, a vice líder do Comitê Nacional do partido, Jo Ann Davidson, chegou a errar o nome da companheira de chapa de McCain, chamando-a de Sarah Pawlenty, o mesmo sobrenome do governador de Minnesota, Tim Pawlenty, que estava muito cotado para ser o vice de McCain.

Na segunda-feira, quando a convenção foi parcialmente interrompida e transformada em evento voltado para angariar fundos para as vítimas do furacão Gustav, veio à tona a notícia de que a filha adolescente de Sarah Palin está grávida de cinco meses.

O fato ganhou peso por conta de Palin ser uma cristã devota que condena o sexo antes do casamento e é radicalmente contra o aborto. Mas o anúncio, ao final do dia, de que Bristol, a filha da governadora, iria ter a criança e se casaria com o pai do bebê, aplacou as preocupações da ala direita republicana.

Marido preso
Mas quando a polêmica em torno da gravidez precoce parecia superada, surgiu a revelação de que o marido da governadora, Todd Palin, foi preso na juventude por dirigir embriagado.

Outra notícia que também veio à tona foi a de que Palin contratou um advogado em seu nome para defendê-la em uma investigação movida por congressistas do Alasca. Ela está sendo acusada de abuso de poder, depois de ter demitido o comissário de segurança do Estado.

Outra revelação comprometedora foi a de que Palin integrou o Partido da Independência do Alasca, que busca a secessão dos Estados Unidos e já até propôs referendos sobre o tema.

A campanha de McCain se defendeu de críticas de que Palin não teria tido seus antecedentes suficientemente checados. De acordo com correligionários do senador, uma equipe foi enviada ao Alasca para esmiuçar dados relativos a Sarah Palin, antes de ela ter sido indicada.

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