Republicanos tentar revogar reforma do sistema de saúde dos EUA

Washington, 27 mar (EFE).- Líderes republicanos dos Estados Unidos reiteraram hoje sua promessa de revogar e substituir a recém aprovada reforma do sistema de saúde, apesar de apoiar desde a década de 1990 um dos seus pontos mais espinhosos: exigir a compra de seguro médico, sob pena de multas.

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Os republicanos e grupos conservadores próximos declararam guerra à reforma promulgada pelo presidente Barack Obama nesta terça-feira.

Até o momento, 14 promotores gerais, todos republicanos, já entraram com ações contra a lei.

A reforma do sistema de saúde exige que, a partir de 2014, todo americano tenha seguro médico, seja através de seu empregador, mediante subsídios de um programa federal ou de seu próprio bolso.

Salvo casos comprovados de pobreza, quem não fizer o seguro sofrerá multas cujo montante depende de sua renda anual e do tamanho de sua família.

Desde o início das negociações há mais de um ano e durante o processo legislativo, os republicanos atacaram não só o conteúdo da reforma, mas também a via rápida pela qual ela foi votada.

Tanto Obama como seus aliados afirmam que a iniciativa ampliará a cobertura médica para 32 milhões de pessoas em 2019 e reduzirá os custos de saúde e o déficit federal.

Os republicanos não conseguiram freá-la no Congresso, onde são minoria, e precisavam do apoio de dois terços do Legislativo para superar um veto presidencial a sua revogação.

No entanto, no meio de todo este barulho esqueceram o fato de que, no passado, o próprio partido republicano apoiou a ideia de exigir de cada indivíduo a compra de um seguro, embora com variedades distintas.

Linda Quick, presidente da Associação de Cuidado de Saúde do Sul da Flórida, disse ao jornal "Miami Herald" que "na realidade essa foi uma ideia republicana" e que, segundo lembra, proposta em 1993 pelo próprio senador e ex-candidato à presidência do partido John McCain, quando os republicanos derrotaram a reforma impulsionada pelo governo de Bill Clinton. EFE mp/pb

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