Republicanos rebatem críticas a Palin e Obama sobe em pesquisas

Washington, 11 out (EFE).- A campanha republicana tentou hoje atenuar o dano causado pela investigação sobre abuso de poder de sua candidata à Vice-Presidência dos Estados Unidos, Sarah Palin, enquanto o democrata Barack Obama cresce nas pesquisas.

EFE |

Palin, governadora do Alasca, reiterou hoje que não fez nada indevido no escândalo conhecido como Troopergate, que motivou uma investigação legislativa em seu estado e cujos resultados tornaram-se públicos ontem à noite.

"Se lerem o relatório, verão que não há nada de ilegal ou pouco ético" na demissão de um membro do Gabinete, afirmou em declarações à imprensa em Pittsburgh, na Pensilvânia, após participar de um comício.

A investigação legislativa do Alasca considerou Palin culpada por abuso de poder após a governadora ter demitido o comissário para a segurança pública do Alasca, Walter Monegan.

Ele alega que Palin o retirou do cargo por ele ter se negado a demitir Michael Wooten, um agente da Polícia estadual e ex-cunhado da candidata.

O relatório revela que Palin não cometeu abuso de poder por demitir Monegan, mas ao tentar usar seu cargo para que Wooten fosse demitido e ao permitir que seu marido, Todd, utilizasse recursos do Governo estadual para os mesmos fins.

"A governadora Palin permitiu com pleno conhecimento" a continuidade de "uma situação na qual se aplicou uma pressão inaceitável a vários subordinados para conseguir objetivos pessoais", explica o documento.

O relatório foi elaborado pelo investigador Stephen Branchflower, que considerou a candidata culpada por violar a lei de comportamento ético para os funcionários do Alasca.

Os advogados da governadora e seu marido emitiram um comunicado no qual afirmam que a lei só é violada quando o abuso inclui "motivos financeiros", algo que não procede neste caso.

Por sua vez, a campanha republicana afirmou que a investigação teve caráter "político" e foi dirigida por partidários de Obama, embora tenha expressado sua satisfação por Palin não ter sido declarada culpada por demissão improcedente.

"A governadora Palin" livrou-se da acusação de "demissão improcedente," que foi o que motivou a investigação, declarou Meg Stapleton, porta-voz da candidata.

O resultado da investigação representa um novo revés para uma campanha republicana em desvantagem crescente nas pesquisas e que utilizou táticas cada vez mais desfavoráveis nos últimos dias.

Por sua vez, os simpatizantes republicanos mostraram uma crescente agressividade nos atos de campanha, o que obrigou o próprio candidato do partido, John McCain, a sair em defesa de Obama.

Em um ato eleitoral no Wisconsin, quando uma partidária descrevia Obama como "um árabe", McCain retirou seu microfone para sustentar que seu adversário "é um homem de família, um bom cidadão" com o qual mantém "diversidade de opiniões". O público respondeu com vaias.

Trata-se da primeira vez que McCain defende Obama em uma semana em que sua campanha acusou o democrata de vínculos com o terrorista Bill Ayers, e quando gritos cada vez mais numerosos e agressivos contra o democrata foram constantes nos comícios republicanos.

Obama agradeceu hoje essa defesa em um ato na Filadélfia, embora imediatamente depois tenha discursado contra seu adversário e sua política econômica.

Uma pesquisa publicada hoje pela revista "Newsweek" dá ao candidato democrata uma vantagem de 11 pontos percentuais, com 52% das intenções de voto, contra 41% de McCain.

Há um mês, esta mesma pesquisa mostrava os dois candidatos empatados com 46%.

A média das principais pesquisas elaboradas pelo respeitado site RealClearPolitics dá a Obama uma vantagem de 7,7 pontos, com uma média de apoio de 49,9%, contra 42,2% de seu oponente. No início desta semana, a superioridade do democrata rondava os cinco pontos.

EFE mv/ab/rr

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