Republicanos lançam projeto de lei contra detidos em Guantánamo

Washington, 3 mar (EFE).- O Partido Republicano apresentou hoje um projeto de lei para evitar que os supostos terroristas detidos na base militar de Guantánamo entrem em território americano quando o presídio for fechado, em menos de um ano.

EFE |

Após apresentar o projeto, o congressista republicano John Shadegg emitiu um comunicado no qual assegurou que "nenhum americano deve ficar preocupado de que seu próprio Governo vá deixar um terrorista entrar em sua comunidade".

O presidente americano, Barack Obama, assinou em 22 de janeiro, dois dias após assumir o poder, uma ordem executiva para o fechamento da prisão de Guantánamo, localizada no sudeste de Cuba, no prazo de um ano.

Atualmente permanecem nessa prisão 250 detentos, dos 800 que passaram por Guantánamo desde que o presídio abriu, em 2002, por sua suposta vinculação com o terrorismo internacional.

"Com esta lei, queremos nos assegurar de que os islamitas extremistas de Guantánamo não terão a oportunidade de entrar em nosso país e completar sua incompleta missão de verter sangue americano", explicou Shadegg.

O fechamento da prisão faz com que o Governo americano tenha de decidir o que fazer com os detidos, entre Khalid Sheikh Mohammed, considerado o cérebro dos atentados de 11 de Setembro.

Shadegg afirmou que, segundo recentes relatórios da Inteligência, mais de 60 dos detidos que foram libertados de Guantánamo até agora voltaram às atividades terroristas.

O legislador acusou Obama de ordenar o fechamento de Guantánamo sem um plano, e rejeita o pedido feito por algumas organizações para que sejam julgados nos Estados Unidos, segundo as leis civis do país.

Até agora, os detidos de Guantánamo foram julgados pelo tribunal militar especial criado pelo ex-presidente George W. Bush, após os atentados de setembro de 2001.

O congressista destacou que o fato de os supostos terroristas serem julgados nos EUA "não só serviria de ímã para atrair atividades terroristas, mas implicaria uma despesa econômica para o sistema penal americano".

Os Estados Unidos esperam pela ajuda internacional para poder transferir os presos assim que Guantánamo fechar suas portas, em 2010. EFE elv/mh

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