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Republicanos iniciam convenção com agenda reduzida por passagem de Gustav

St Paul (EUA), 1º set (EFE) - Os republicanos iniciaram hoje sua convenção sem música animada ou discursos inflamados devido à chegada do furacão Gustav aos Estados Unidos, mas com a perspectiva de cumprir a agenda original deste evento, já que, por enquanto, não foram registradas vítimas do fenômeno. O presidente da Convenção Nacional Republicana, Mike Duncan, abriu uma sessão reduzida - com a eliminação de todos os discursos de caráter político - no Xcel Energy Center de St. Paul (Minnesota), em frente a uma tela gigante na qual tremulava uma bandeira americana.

EFE |

No entanto, isso pode mudar nos próximos dias. O diretor da campanha de John McCain, Rick Davis, se mostrou hoje otimista de que a convenção poderia retomar o programa original, com base nos bons relatórios iniciais sobre "Gustav".

O furacão, que atingiu o solo pouco mais de 100 quilômetros ao oeste de Nova Orleans, não causou a ruptura, por enquanto, de nenhum dos diques, como aconteceu há três anos com o impacto do "Katrina", que deixou a cidade quase totalmente submersa.

Davis afirmou que, a princípio, John McCain aceitará a nomeação como candidato republicano à Presidência na quinta-feira, como estava previsto.

"Não temos absolutamente nenhuma previsão de que o senador McCain receba a nomeação em outro lugar que não seja St Paul", disse Davis.

"Não contamos com planos de contingência para fazê-lo fora da cidade", insistiu.

No domingo, o senador do Arizona disse que poderia fazer seu discurso via teleconferência a partir de algum dos estados afetados por "Gustav".

Consciente das críticas ao Governo de George W. Bush por sua má conduta na resposta ao "Katrina", McCain deu uma reviravolta em sua própria agenda e só aparece em atos relativos aos preparativos para enfrentar "Gustav".

Nesta segunda-feira, visitou um centro de ajuda em Waterville (Ohio), no qual auxiliou a preparar produtos de limpeza para seu envio à região do Golfo do México.

Em St. Paul, os republicanos querem transformar a convenção em uma maratona para coletar ajuda.

Hoje, anunciaram que, a partir de quarta-feira, centenas de voluntários prepararão 80 mil pacotes com artigos de primeira necessidade, como escovas de dente, sabão e comida, no Centro de Convenções de Mineápolis, a cidade ao lado de St. Paul.

Os discursos na convenção republicana não contarão com qualquer conteúdo político, a pedido do senador do Arizona, e está previsto que hoje Cindy McCain, a esposa do candidato, peça aos delegados que arrecadem fundos para as vítimas de "Gustav".

Além de Cindy, a primeira-dama americana, Laura Bush, também fará essa mesma solicitação.

A esposa do presidente americano passeou hoje pelos estúdios das emissoras de televisão transferidas para St. Paul para ressaltar que desta vez a resposta do Governo republicano à emergência será diferente.

"Realmente aprendemos a lição de 'Katrina' e a coordenação entre os Governos locais, estaduais e federais será muito melhor", disse à "ABC".

O presidente Bush deveria ter falado hoje perante a convenção, mas, em vez disso, visitou o Centro de Operações de Emergência do Texas, junto com o diretor de Agência Federal de Gestão de Emergências, David Paulison.

Em comparação, quando o "Katrina" atingiu o litoral americano, demorou quatro dias para ir à região do desastre.

Além dos discursos de Laura Bush e Cindy McCain, os republicanos realizaram hoje os trâmites formais para o estabelecimento da convenção, um passo indispensável para a nomeação formal de John McCain como candidato do partido.

Já o democrata Barack Obama pediu a seus partidários para doar dinheiro para ajudar às vítimas, em um comício em Detroit (Michigan).

Por outro lado, milhares de manifestantes se reuniram hoje em torno do extenso perímetro de segurança que isola o Xcel Energy Center e que é custodiado por cerca de 3.500 policiais.

Os manifestantes agitaram cartazes contra o conflito do Iraque, outros caminharam vestindo capuz e os macacões laranja dos presos de Guantánamo. EFE cma/bm

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