Republicanos: EUA cometem erro ao aliar-se com Venezuela na questão hondurenha

Congressistas republicanos criticaram o governo de Barack Obama nesta sexta-feira, afirmando que o país erra ao se colocar do mesmo lado que a Venezuela no caso do golpe em Honduras, mas seus pares democratas defenderam a postura do presidente.

AFP |

Apesar das posições antagônicas durante a audiência na Câmara dos Representantes, na qual falaram analistas, organizações não governamentais e ex-diplomatas, houve consenso nas críticas a Zelaya por criar um ambiente polarizado antes de sua derrubada, no dia 28 de junho.

"A ideia de que isto foi um golpe é muito alarmante. Os militares não estão no poder, motivo pelo qual isto não pode ser considerado um golpe militar. Eles agiram sob as ordens da Suprema Corte", que pediu a prisão de Zelaya, disse o legislador republicano Connie Mack.

"Ao chamara isto de golpe e com pedidos de que Zelaya seja recolocado no poder, o governo (americano) agora se coloca ao lado de (Hugo) Chávez, (Evo) Morales e (Daniel) Ortega, e não do lado do povo hondurenho", criticou Mack, referindo-se aos presidentes da Venezuela, Bolívia e Nicarágua.

"Se agem partindo do princípio de que isto não é um golpe, será difícil encontrar uma solução" para a crise em Honduras, advertiu Mack.

Zelaya foi "retirado do cargo devido a suas tentativas ilegais de mudar a Constituição por razões egoístas", e por isso considerar o que ocorreu como golpe de Estado "não envolve um exame detalhado", estimou por sua vez o republicano Chris Smith.

"Nosso continente não pode tolerar o que basicamente é um golpe de Estado", defendeu o democrata Eliot Engel, chefe da subcomissão para a América Latina da Câmara, que organizou a audiência.

Engel disse que Zelaya "não escutou" o "sistema político em sua totalidade, que expressou sua preocupação" quando buscava uma reforma da Constituição - que, segundo seus opositores, tinha como objetivo abrir o caminho para sua reeleição.

Mas "isto não quer dizer que aqueles que o derrubaram são anjos", ironizou.

O presidente americano, Barack Obama, criticou o golpe de Estado em Honduras e pediu a restituição de Zelaya, como todos os países latino-americanos.

du/ap

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