Republicanos e democratas cantam vitória após 1º debate entre Obama e McCain

Teresa Bouza Oxford (EUA), 26 set (EFE).- Minutos depois de terminado o primeiro debate entre os candidatos à Casa Branca, John McCain e Barack Obama, outro debate igualmente acalorado foi iniciado, o de quem tinha vencido o embate, com ambos os lados cantando vitória.

EFE |

As campanhas despacharam seus mais altos emissários para a sala na qual se reunia a imprensa - cerca de 3.000 jornalistas se registraram para o acontecimento - para oferecer sua versão do ocorrido esta noite na Universidade do Mississipi.

"McCain deu a Obama uma grande lição em política externa", disse o prefeito de Nova York, Rudolph Giuliani, com um cartaz do candidato presidencial republicano John McCain e sua companheira de chapa, Sarah Palin.

"Acho que Obama teve razão ao afirmar que McCain estava certo 11 vezes", assegurou Steve Schmidt, estrategista chefe do dia a dia da campanha de McCain, deixando claro que a situação "não tem precedentes" na história dos debates entre os candidatos à Presidência americana.

McCain defendeu a decisão do senador de cancelar na quarta-feira os atos de sua campanha e pedir que adiasse o debate de hoje no Mississipi para participar das negociações sobre a crise na capital.

O senador não confirmou sua participação até hoje em uma arriscada estratégia com a qual segundo seus críticos tenta recuperar terreno em pesquisas que situam Obama na cabeça.

"Durante a campanha (McCain) disse que preferia perder eleições a perder uma guerra", disse o estrategista, insistindo em que McCain voltou a demonstrar na quarta-feira sua disposição de colocar os interesses do país à frente dos seus.

Uma versão bem diferente do sucedido dava David Axelrod, principal assessor de Obama.

"McCain muda muito de opinião: há 8 dias disse que os fundamentos da economia eram robustos e agora diz que suspende a campanha porque (o país) está em crise", disse Axelrod, que resumiu a jornada como "uma grande noite" para o grupo democrata.

"Obama articulou de forma rotunda a necessidade de uma mudança neste país, tanto na economia como em política externa", afirmou Axelrod, acrescentando que "McCain se equivoca ao pensar que ter um longo histórico é sinônimo de sabedoria".

O governador do Novo México, o democrata Bill Richardson, contribuiu para reforçar uma das principais mensagens transmitidas por Obama no debate: McCain é mais do mesmo, mais dos 8 anos de políticas fracassadas do presidente George W. Bush.

"Obama representa o futuro, McCain o passado", disse Richardson perante a nuvem de jornalistas que o cercou.

Os dois "presidenciáveis" reiteraram hoje as posturas de suas campanhas ao defender, em um caso, a mensagem da mudança e, no outro, a experiência, em uma noite de marcados contrastes.

Essas mensagens repetidos até a exaustão durante os meses e meses de campanha bateram com muitas das centenas de eleitores que foram ao campus da Universidade do Mississipi para ver o debate através de 2 telões.

"Vou votar em McCain. Está em Washington muitos anos e sabe o que é preciso fazer", disse à Agência Efe, Penny Story, uma moradora do Mississipi de 53 anos que está agora desempregada e a quem os cabelos brancos de McCain lhe dão segurança.

Vicky Willis, pelo contrário, vai votar em Obama.

"Tem muitos planos para mudar o país", disse à Efe esta afro-americana aposentada de 56 anos, quem acredita que as coisas não vão bem e é preciso uma mudança de governo.

À espera de que as pesquisas se pronunciem ao respeito, os meios de imprensa do país resistiram esta noite a proclamar um vitorioso e concluíram que o debate acabou em empatado. EFE tb/ma

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