Republicanos dos EUA dizem que fechar Guantánamo compromete segurança

Washington, 9 mai (EFE).- O Partido Republicano criticou hoje o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, por ter prometido fechar a prisão de Guantánamo, uma medida que, segundo a legenda, representa um perigo para a segurança do país.

EFE |

Na mensagem por rádio semanal do partido, o senador pelo Missouri Kit Bond acusou o presidente de "colocar o valor simbólico acima da segurança".

"O presidente Obama não têm nenhum plano sobre o que fazer com estes assassinos", afirmou Bond, em referência aos 241 detidos que permanecem na base naval dos Estados Unidos em Cuba.

O Governo estuda atualmente para onde levá-los, depois que Obama se comprometeu, em janeiro, a fechar a prisão no prazo de um ano.

Os Estados Unidos pediram a seus aliados europeus que recebam alguns prisioneiros que não consideram perigosos, mas que não podem ser enviados a seus países de origem, porque poderiam ser torturados.

Além disso, abriu a possibilidade de libertar alguns em território americano, enquanto julgaria os outros.

O Partido Republicano, no entanto, rejeita que qualquer deles pise nos EUA.

"Os americanos não querem esses terroristas em nossos bairros", disse Bond.

O fechamento de Guantánamo "é uma aposta perigosa com nossa segurança aqui e a de nossas tropas no exterior", disse o senador.

Segundo publica hoje o jornal "The Washington Post", a Administração restabelecerá os tribunais antiterroristas de Guantánamo em território americano, provavelmente em alguma base militar, com novas normas, que darão mais direitos aos acusados.

O jornal afirma que o plano de manter os tribunais, mas com essas remodelações, reflete o temor do Governo de perder alguns casos se julgar os prisioneiros em cortes ordinárias.

As organizações de direitos humanos americanos pediram que sejam eliminados totalmente os tribunais especiais de Guantánamo e que os detidos sejam processados em cortes civis ou militares normais. EFE cma/an

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