Republicanos deixam de lado tradicional desprezo pela França

Por Jason Szep LEBANON, Estados Unidos (Reuters) - O tema da mudança domina a eleição presidencial deste ano, e isso vale também para a atitude em relação à França, tradicional alvo do desprezo republicano.

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Na terça-feira, o republicano John McCain tirou sarro da França ao defender a tecnologia nuclear num comício. Mas também sugeriu que pode haver uma reaproximação bilateral.

'Temos de reprocessar e temos de armazenar o combustível nuclear gasto. Os franceses fazem isso. Meus amigos, nós sempre queremos imitar os franceses', disse ele com jeito irônico, diante de risos e aplausos de 5.500 pessoas em Lebanon, Ohio.

'Aliás, agora temos um presidente pró-americano da França [Nicolas Sarkozy], o que mostra que qualquer coisa pode acontecer quando se vive muito', disse ele, provocando mais risos.

O sentimento francófobo sempre existiu nos EUA, mas agravou-se nos últimos oito anos, especialmente quando Paris (entre outros) recusou-se a apoiar a invasão do Iraque, em 2003.

Em 2004, o fato de o candidato democrata a presidente, John Kerry, saber falar francês era sempre ironizado pelos republicanos. Naquela época, o então líder da maioria republicana na Câmara, Tom DeLay, assim começou um discurso: 'Boa tarde, ou como diria John Kerry, 'bonjour''.

Sarkozy não esconde sua afinidade com a cultura norte-americana nem seu desejo de melhorar as relações bilaterais, muito abaladas pela guerra do Iraque e pela aparente antipatia entre os presidentes George W. Bush e Jacques Chirac.

O atual presidente francês demonstra mais disposição que seu antecessor, por exemplo, em pressionar o Irã por causa do seu programa nuclear, como querem os EUA.

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