Nova York, 8 jun (EFE).- O Partido Republicano assumiu hoje o controle do Senado de Nova York com a ajuda de dois democratas, que se uniram à legenda adversária para apoiar uma resolução que exigia a cassação do congressista Malcolm Smith.

Em uma situação que ainda não ficou completamente esclarecida, os senadores Hiram Monserrate, do condado de Queens, e Pedro Espada, do Bronx, votaram a favor de uma resolução apresentada pelos republicanos, que têm 30 representantes nessa Câmara.

Assim, a proposta foi aprovada por 32 votos a favor (30 dos republicanos e dois dos democratas) e 30 contra. No entanto, o partido perdedor deve recorrer da sentença nos tribunais.

Nas eleições de novembro, os democratas ganharam o controle do Senado, após cerca de quatro décadas seguidas de domínio republicano e, depois de tensas negociações em janeiro, foi acertado que Smith seria o presidente e Espada, o vice-presidente da Casa.

Smith tinha se transformado no primeiro negro a presidir o Senado de Nova York, e o congressita afirma que o que aconteceu hoje foi ilegal e que continua sendo o líder do Senado.

"Foi uma tentativa ilegal de ganhar o controle do Senado e reverter a vontade do povo, que votou por uma maioria democrata.

Nada mudou", afirmou Austin Shafran, porta-voz de Smith, através de um comunicado.

O acordo com o grupo republicano estabelece que Espada ocupará a Presidência do Senado até novembro, mas que deverá compartilhar o poder com o republicano de Long Island Dean G. Skelos, que será o vice-presidente.

Tanto Monserrate como Espada, ambos de origem porto-riquenha, asseguraram que seguem sendo democratas e que não têm intenção de mudar de partido.

Ambos estão sendo investigados pela Promotoria: Espada em relação a um centro de saúde que dirigiu até pouco tempo no sul do Bronx, e Monserrate por um caso de violência doméstica contra sua namorada.

EFE rh/db

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