Republicanos apoiam retirada americana do Iraque

Congressistas do Partido Republicano apoiaram amplamente o plano do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, de retirar a maior parte das tropas americanas do Iraque até 2010. Mas eles sugerem que Obama deveria dar o crédito ao ex-presidente George W.

BBC Brasil |

Bush, por ter alcançado a estabilidade no Iraque com a estratégia de enviar milhares de soldados extras ao país.

O líder da minoria republicana na Câmara dos Representantes, John Boehner, descreveu o plano de Obama como responsável, ao mesmo tempo em que se mantém flexível.

O primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki disse que as forças iraquianas são capazes de controlar a segurança depois da retirada das tropas dos Estados Unidos.

O presidente Obama anunciou que a "missão de combate" dos Estados Unidos no Iraque terminaria oficialmente até agosto do ano que vem.

Apesar do fim da missão, até 50 mil dos 142 mil soldados americanos que atualmente combatem no Iraque deverão permanecer no país até o fim de 2011 para assessorar as forças iraquianas e proteger os interesses dos Estados Unidos.

Obama elogiou os progressos alcançados no setor de segurança do Iraque, mas alertou: "O Iraque ainda não é seguro e haverá dias difíceis pela frente".

Um porta-voz do partido de Maliki, Zuhair al-Nahar, disse à BBC em Londres que "as forças de segurança iraquianas provaram sua eficiência e capacidade".

"Em muitas províncias, por exemplo, no sul, você dificilmente vê a presença de soldados americanos. O mesmo ocorre em muitas áreas de Bagdá."
"Então, as forças iraquianas demonstraram que são capazes de controlar a situação de segurança."
Entre os republicanos, o senador John McCain, ex-rival de Obama nas eleições, disse que apóia o plano do presidente.

"Não tenhamos crise de confiança agora", teria dito Mccain aos senadores. "Em vez disso, vamos dar às boas vindas de volta a casa aos nossos combatentes - não apenas agradecendo a eles por servir no Iraque, mas dando os parabéns por trazer a vitória para nós."
Mas o congressista democrata Dennis Kucinich questionou a decisão de manter alguns militares no Iraque, depois da retirada da maioria.

"Você não pode estar dentro e fora ao mesmo tempo", disse ele.

Ao anunciar o plano, na sexta-feira, Obama disse que sua equipe de segurança nacional havia criado uma "nova estratégia" para o envolvimento americano no Iraque.

A estratégia reconhece que uma solução de longo prazo no Iraque precisa ser política e que os iraquianos agora devem tomar as decisões mais importantes sobre o futuro do país, disse o presidente.

Segundo a presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi o plano é uma "boa notícia" porque sinaliza o fim da guerra.

Ela, no entanto, pediu que a missão dos soldados que permanecerão no Iraque seja claramente definida.

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