Republicanos adiam reunião com Obama por 'problemas de agenda'

Encontro previsto para quinta ocorre em 30 de novembro; secretária de Estado faz apelo no Senado por acordo nuclear com Rússia

iG São Paulo |

Reuters
Ao lado do senador John Kerry, a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, fala sobre o Tratado de Redução de Armas Estratégicas no Senado
A Casa Branca anunciou nesta terça-feira que a reunião entre o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e líderes dos dois partidos no Congresso, prevista para quinta-feira , foi adiada para 30 de novembro por "problemas de agenda" dos republicanos.

Em um breve comunicado, a Casa Branca informou que o adiamento foi solicitado pelo líder da minoria no Senado, Mitch McConnell, e pelo líder da minoria da Câmara de Representantes, John Boehner. "Por causa de conflitos de programação na organização de suas assembleias, a reunião do presidente com os líderes de ambos os partidos agora será realizada na Casa Branca em 30 de novembro."

Após o triunfo republicano na Câmara de Representantes nas eleições legislativas de 2 de novembro , Obama expressou sua disposição em colaborar e trabalhar de maneira conjunta com o partido adversário nos assuntos prioritários para o país.

Entre os convidados para o encontro estão a presidente da Câmara, Nancy Pelosi, o presidente da maioria democrata na Casa, Steny Hoyer, e o líder da maioria democrata no Senado, Harry Reid. Pela parte republicana, estarão presentes o provável novo presidente da Câmara, John Boehner , e seu "número dois", Eric Cantor, juntamente com o líder da minoria republicana no Senado, Mitch McConnell.

Segundo adiantou o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, está previsto que o encontro, uma reunião de trabalho e um jantar de caráter "social", seja o primeiro de toda uma série. Obama também convocou para um encontro em 2 de dezembro os governadores do país, a maioria deles republicanos.

Nas eleições legislativas, os republicanos retomaram o controle da Câmara de Representantes, onde precisavam de no mínimo 39 cadeiras e conseguiram pelo menos 60. A oposição também conseguiu importante avanço no Senado, onde tirou pelo menos seis cadeiras dos democratas, embora não tenha obtido as dez que necessitava para que a Câmara alta mudasse de mãos a partir de janeiro.

Apelo por acordo nuclear

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, fez um apelo ao Senado nesta quarta-feira para que os parlamentares votem o mais rápido possível o histórico tratado sobre armas nucleares assinado com a Rússia, enquanto os republicanos ameaçam bloquear os esforços de ratificação. "Podemos e devemos avançar", disse Hillary, durante uma rara visita ao Congresso para promover a aprovação do tratado. "Esse tratado está pronto para ser votado pelo Senado dos Estados Unidos."

A oposição republicana ameaça bloquear qualquer esforço para ratificar o novo Tratado de Redução de Armas Estratégicas (START, na sigla em inglês) na sessão do fim do ano. A ratificação do Senado requer 67 votos de um total de 100 - maioria que já era bastante difícil para a Casa Branca antes das eleições de 2 de novembro.

*Com EFE e AFP

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