Republicanos acusam Obama de ter recebido doações irregulares

Washington, 5 out (EFE) - O Comitê Nacional Republicano anunciou hoje que apresentará uma denúncia amanhã perante a Comissão Federal Eleitoral contra a campanha do candidato democrata Barack Obama por supostas irregularidades na arrecadação de fundos. Os republicanos consideram que os democratas não realizaram um controle das contribuições voluntárias à campanha e incluíram doações consideradas ilegais, como as concedidas por estrangeiros se estas superarem US$ 2.300, algo que a campanha de Obama negou.

EFE |

Os republicanos asseguraram que pedirão à Comissão Federal Eleitoral que examine as contas da campanha do candidato democrata, que poderia enfrentar uma multa se for comprovado que violou as pautas de financiamento da lei eleitoral dos Estados Unidos.

O porta-voz da campanha de Obama, Bill Burton, lembrou que a campanha de McCain teve que devolver mais de US$ 1,2 milhão de doações por violar a lei eleitoral, incluindo contribuições de cidadãos estrangeiros.

Burton disse que a campanha democrata ultrapassou a arrecadação de fundos com mais de 2,5 milhões de americanos registrados e que foram "além dos requisitos" da lei.

No entanto, afirmou que a organização "não está protegida completamente das fraudes na internet", uma das principais fontes de contribuição dos pequenos contribuintes.

Burton afirmou que seguirão vigiando o procedimento da arrecadação de fundos para garantir a transparência da campanha.

No entanto, fontes da campanha republicana disseram que os democratas não fizeram o suficiente para eliminar as doações ilegais.

Mais da metade dos US$ 454 milhões arrecadados pela campanha de Obama veio de somas inferiores a US$ 200.

De fato, no site do democrata é possível fazer contribuições a partir de US$ 5, por isso qualquer pessoa pode ajudar, por menor que seja o valor.

Obama optou por renunciar ao sistema de financiamento da campanha com fundos públicos e recorrer às contribuições privadas, com o que seu orçamento é ilimitado, segundo a lei federal.

Já McCain decidiu optar pelo financiamento público para custear as despesas da campanha para as eleições presidenciais, o que limita seu orçamento a US$ 84 milhões.

Apenas um terço dos US$ 230 milhões obtidos por McCain foi proveniente de pequenas doações.

As campanhas não são obrigadas a informar destas pequenas contribuições, mas, segundo publicou a revista "Newsweek" este fim de semana, alguns doadores parecem ter dado muito mais dinheiro que o limite legal.

A revista cita duas cartas da Comissão Federal Eleitoral à campanha de Obama.

Nelas, os auditores indicam que detectaram várias contribuições irregulares, como a de uma pessoa que se inscreveu com o nome de "Good Will" (boa vontade), no local destinado ao trabalho colocou "you" (você) e, no nome do empregador, pôs "Love" (amor).

Segundo a "Newsweek", "Good Will", em uma tentativa de passar despercebido ou despercebida, doou à campanha US$ 11 mil em pequenas contribuições de US$ 10 e US$ 25.

A revista também afirma que há indícios de que 11.500 desses doadores que deram um total de US$ 34 milhões possam ser cidadãos de países estrangeiros, os quais não podem contribuir. EFE elv/db

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