Republicano perde disputa pelo Senado no Alasca

O senador republicano Ted Stevens perdeu as eleições para representar o Estado do Alasca no Congresso americano para o democrata Mark Begich. Este seria o sétimo mandato de Stevens, que é o senador republicano que passou mais anos na Casa.

BBC Brasil |

O resultado só foi conhecido nas primeiras horas desta quarta-feira (horário de Brasília), quinze dias depois do fechamento das urnas nos EUA.

O democrata Begich, prefeito de Anchorage, venceu a disputa pela vaga no Senado por 3.724 votos na contagem desta terça-feira. Ainda faltam 2.500 votos de eleitores fora do país a serem computados, mas a derrota de Stevens já é matematicamente certa.

O resultado representa uma grande derrota para o Partido Republicano no Alasca, que tinha a governadora Sarah Palin como vice na chapa do candidato à Presidência Jonh McCain.

A disputa pela vaga do Senado do Alasca foi feita em meio à uma grande polêmica, depois de Stevens, que tem 85 anos, ter sido condenado no mês passado por ter mentido sobre presentes recebidos de uma empresa de petrolífera.

O republicano está recorrendo na Justiça por causa da condenação, mas afirmou que não pedirá o perdão presidencial a George W. Bush.

Recontagem

A contagem de votos para as eleições para o Senado ainda não terminou no Estado de Minnesota, onde o democrata Al Franken, um conhecido humorista, está atrás do republicano Norm Coleman por apenas 206 votos, ou 0,007%.

Pela lei do Estado de Minnesota, uma vitória por uma margem menor de 0,5% obriga a uma recontagem automática dos votos.

A recontagem deve começar nesta quarta-feira de maneira manual.

A apuração manual pode dar mais alguns votos aos candidatos, pois os responsáveis pela contagem conseguem registrar votos que não foram identificados pelas máquinas.

Segundo turno

Já no Estado da Geórgia, a disputa pela vaga para o Senado irá para o segundo turno, já que para ser eleito, pela legislação estadual, é preciso que o candidato vença com mais de 50% dos votos.

O republicano Saxby Chambliss e o democrata Jim Martin devem se enfrentar novamente nas urnas no dia 2 de dezembro. Pesquisas de opinião recentes dão ao republicano uma margem de três pontos de vantagem sobre o democrata.

Para tentar garantir que a vaga fique com o Partido Democrata, o ex-presidente Bill Clinton deve fazer campanha no Estado nesta quarta-feira.

Até o momento, os democratas já têm 58 cadeiras garantidas no próximo mandato do Senado.

A casa conta com 100 cadeiras no total. Caso consiga as cadeiras da Geórgia e de Minnesota, o partido alcançaria a chamada "super maioria" na Casa.

Por causa das regras do Senado, são necessários 60 votos para derrubar a estratégia do filibuster, na qual um senador começa a discursar para atrasar, e efetivamente bloquear, a votação de um projeto.

Há dois anos, os democratas vêm sendo prejudicados pelos filibusters republicanos, apesar da maioria na Casa.

Presidência

Enquanto dois Estados ainda não conhecem o nome de seu próximo senador, em outro ainda não é possível apontar quem foi o vencedor da disputa presidencial, vencida nacionalmente pelo democrata Barack Obama no dia 4 de novembro.

No Estado do Missouri, o republicano John McCain lidera a disputa sobre Obama por 4.900 votos.

Os votos que ainda faltam serem computados para que se descubra quem venceu as eleições presidenciais no Estado são os chamados "provisional ballots", ou aqueles em que há dúvidas sobre sua validade.

Estes votos podem ser de eleitores que não apresentaram documentos com foto no dia da eleição, cujos nomes não apareciam na lista de eleitores, ou cujo voto de alguma maneira já havia sido computado.

Mesmo se todos estes votos forem declarados válidos, Obama precisaria ter a grande maioria deles para ganhar no Estado. A rede de TV NBC já declarou McCain como o vencedor no Missouri.

Leia mais sobre eleições nos EUA

    Leia tudo sobre: eleições nos eua

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG