República Tcheca pede à UE para não permitir que Cuba divida o bloco

Madri, 3 fev (EFE).- A República Tcheca, que preside este semestre a União Europeia (UE), pediu hoje aos 27 países-membros para não permitir que Cuba divida o bloco, e os incentivou a conseguir um compromisso para ter uma só voz frente a Havana.

EFE |

"Trata-se de não permitir que o Governo cubano consiga dividir a UE, que consiga dividir os países, que cada um comece a agir por si só", disse hoje, em Madri, Edita Hrda, diretora-geral do Gabinete do Ministro no Ministério de Assuntos Exteriores tcheco.

Hrda participou da conferência "Cuba, duas perspectivas: União Europeia-Cubanos", organizada na Casa da América de Madri pela Associação de Ibero-americanos pela Liberdade (AIL), que foi inaugurada pelo responsável de Imigração e Cooperação do Governo regional de Madri, Javier Fernández-Lasquetty.

Em junho de 2008, a UE concordou em levantar as sanções impostas a Cuba em 2003 pela detenção de 75 opositores e em abrir um diálogo político com Havana, decisão que será revisada em junho, coincidindo com o final da Presidência tcheca.

"Nós, como Presidência, esperamos que todas as negociações sejam bastante complicadas", acrescentou Hrda, cujo país foi um dos mais reticentes em eliminar as sanções.

Nesse sentido, reconheceu que há "controvérsias" e "posições diferentes" na UE, o que torna "bastante difícil chegar a um consenso que seja aceitável para todos os países-membros", destacou.

Até o momento, percebe-se dentro da UE "uma grande vontade em seguir nesse diálogo com Cuba e uma esperança de que possa trazer alguns resultados positivos", acrescentou, e advertiu de que esse processo ainda está "no princípio" e não se pode prever "como vai seguir essa discussão".

Ele qualificou, no entanto, de "muito positivo" que Cuba "esteja disposta a discutir todos os temas", incluindo os direitos humanos.

Hrda também se referiu à chegada à Presidência americano do democrata Barack Obama, e considerou que será preciso "refletir" sobre o que pode significar a substituição na Casa Branca para a situação de Cuba. EFE ep/db

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