Representantes do Hamas se reunirão com autoridades egípcias

CAIRO - Uma delegação de alto nível do movimento islâmico palestino Hamas se reunirá com autoridades egípcias amanhã para analisar como conter os ataques israelenses na Faixa de Gaza, informaram hoje fontes palestinas e egípcias.

Redação com EFE |

A missão deve chegar hoje à noite ao Cairo para realizar suas reuniões na terça-feira, segundo a agência estatal de notícias egípcia "Mena", que não informou, no entanto, quem presidirá a missão do Hamas.

No entanto, fontes palestinas informaram à rede catariana "Al Jazira" que a delegação será liderada por dois dirigentes do Hamas, Imad al-Alami e Mohammed Nasr, que chegarão ao Cairo procedentes de Damasco.

O Hamas controla a Faixa de Gaza desde que expulsou desse território as forças leais ao presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas. Gaza está sendo atacada por Israel desde 27 de dezembro.

Apesar de não ter sido informado oficialmente quem presidirá a delegação egípcia que conversará com a missão do Hamas, antes, o responsável por contatos fora o chefe dos serviços de informação do Egito, general Omar Suleiman.

Segundo a "Mena", que cita "fontes responsáveis" não identificadas, durante estas conversas entre Hamas e autoridades egípcias, serão analisados "os meios para parar a agressão israelense na Faixa de Gaza e limitar suas possíveis repercussões".

'Indispensável'

O papel do Hamas é indispensável para conseguir uma trégua em Gaza, a mesma que existiu durante seis meses, até que foi rompida, em 19 de dezembro, o que gerou as hostilidades entre esse movimento palestino e as forças israelenses.

O Hamas criticou duramente ao Egito por manter fechada a passagem fronteiriça de Rafah, a única que liga Gaza ao Egito, o que intensifica o bloqueio do território palestino desde que o Hamas assumiu o controle.

Em declarações à "Al Jazira", Nasr disse que a delegação do Hamas insistirá na necessidade de que essa passagem fronteiriça seja reaberta.

Bombardeios israelenses

Pelo menos 23 palestinos, todos eles civis, morreram nesta segunda-feira em diferentes bombardeios israelenses na Faixa de Gaza informaram fontes médicas palestinas. 

AP
Palestinos carregam homem ferido durante borbardeio do domingo

Treze deles morreram no bairro de Zeitoun, na Cidade de Gaza, quando sua casa foi bombardeada por um tanque durante uma incursão a partir do antigo assentamento de Netzarim, a 3 quilômetros da capital da Faixa de Gaza e onde estão as tropas israelenses, disse o responsável do serviço de emergência do território palestino, Moawiya Hassanein.

Entre os civis estavam cinco crianças , informaram fontes médicas. O balanço total da operação Chumbo Fundido, iniciada no último dia 27, é de 530 palestinos mortos e 2,5 mil feridos, acrescentou.

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