Representantes de Zelaya reiteram à OEA que aceitam o Acordo de San José

TEGUCIGALPA - Os representantes do presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, reiteraram, nesta segunda-feira, à missão de chanceleres da Organização dos Estados Americanos (OEA) que aceitam o Acordo de San José, que propõe seu retorno condicionado ao poder.

EFE |

"Ouvimos hoje dos grupos e setores que representam o presidente Zelaya que aceitam o Acordo de San José", disse o ministro das Relações Exteriores da Costa Rica, Bruno Stagno, em uma breve declaração à imprensa em nome da missão.

No último dia 4, Zelaya afirmou no México estar disposto a assinar o Acordo de San José, proposto pelo presidente da Costa Rica, Oscar Arias, desde que implique em sua restituição no poder, um dos pontos que o documento contempla.

Stagno disse que a delegação espera "escutar das autoridades do governo de fato em Honduras que também consideram a possibilidade de aprovar todos os pontos do Acordo de San José, incluindo, obviamente, a restituição do presidente Zelaya".

O governo presidido por Roberto Micheletti, designado pelo parlamento hondurenho após o golpe de Estado de 28 de junho, rejeita o retorno de Zelaya.

No primeiro dia de atividades da missão da OEA, que chegou à Tegucigalpa, nesta segunda, Stagno ressaltou que houve "uma sessão muito frutífera, de troca, de diálogo, com vários representantes de grupos" públicos e privados favoráveis a Zelaya.

Para o ministro costarriquenho, o Acordo de San José é "equilibrado e permite uma saída pacífica e democrática que respeita a Constituição e a legislação de Honduras".

"O que precisamos é de uma expressão pública, concreta e contundente de ambas as partes, no sentido que aprovam todos os pontos do acordo", explicou Stagno.

Nesta segunda-feira, os chanceleres receberam a esposa de Zelaya, Xiomara Castro, além de membros do governo derrubado e de dirigentes do movimento popular que exige o retorno do presidente deposto hondurenho, assim como partidários de Micheletti.

A missão da OEA ainda deve receber membros do parlamento, do Ministério Público, da Corte Suprema de Justiça, o Tribunal Supremo Eleitoral e das Igrejas Católica e Evangélica, além de empresários, sindicalistas, candidatos presidenciais e representantes de outros setores da sociedade hondurenha.

A missão é formada pelo secretário de Estado do Canadá para Assuntos Exteriores no continente americano, Peter Kent; os chanceleres de Argentina, Jorge Taiana; Costa Rica, Bruno Stagno; Jamaica, Kenneth Baugh; México, Patricia Espinosa, e Panamá, Juan Carlos Varela, assim como o secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, no papel de observador.

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