Tbilisi, 5 ago (EFE).- Altos emissários da União Europeia (UE) e dos Estados Unidos chegaram hoje à Geórgia às vésperas do primeiro aniversário do conflito com a Rússia, marcado por novas tensões na fronteira da região separatista georgiana da Ossétia do Sul.

Chegaram a Tbilisi o subsecretário de Estado americano para Assuntos Europeus, Daniel Fried, e o enviado especial da UE para o Cáucaso Sul, Peter Semneby, que hoje mesmo se reuniu com o ministro de Assuntos Exteriores da Geórgia, Grigol Vashadze.

"Na quinta-feira me reunirei com Fried, cuja visita confirma que nossos contatos com a direção política dos EUA continuam", disse à imprensa o chefe da diplomacia georgiana.

Semneby tentou acalmar os ânimos e minimizar a importância da escalada de tensão dos últimos dias na fronteira da Geórgia com a região separatista, cuja independência a Rússia reconheceu após o conflito de 2008 e onde instalou suas bases militares.

O diplomata assegurou que os observadores da UE desdobrados em território georgiano dedicam total atenção aos tiroteios na fronteira da Ossétia do Sul, dos quais as duas partes se acusam mutuamente, apesar de estarem proibidos de entrar na região.

O ministro de Reintegração da Geórgia, Temur Iakobashvili, denunciou hoje "um aumento das provocações dos separatistas da Ossétia do Sul e de ocupantes russos segundo se aproxima o primeiro aniversário" do conflito pelo controle da região separatista.

Ele, porém, assegurou que "os policiais georgianos desdobrados perto da região de Tskhinvali (Ossétia do Sul) não cairão nas provocações".

O ministro da Defesa da Ossétia do Sul, Yuri Tanaev, denunciou também a escalada das provocações por parte da Geórgia às vésperas do aniversário do confronto.

No mesmo tom, a Rússia advertiu hoje à Geórgia que "responderá devidamente" no caso de uma nova agressão militar contra a Ossétia do Sul e a Abkházia, onde as tropas russas se encontram desde terça-feira em estado de alerta. EFE mv/db

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