(Corrige cargo de Salehi) Teerã, 27 set (EFE).- O diretor da Organização de Energia Atômica do Irã, Ali Salehi, sugeriu que a decisão dos Estados Unidos de revelar a existência da nova usina de enriquecimento de urânio iraniano esconde motivos políticos.

Em declarações divulgadas hoje pela televisão estatal, o responsável iraniano argumentou que o objetivo era utilizar essa informação em um momento no qual podia "conseguir o maior impacto sobre o tema".

"Os americanos dizem que sabiam da existência da usina antes que o Irã a tornasse pública, e apresentaram imagens de satélite, então, por que dizem que era clandestina?", perguntou Salehi.

"Queriam tirar uma resolução durante a cúpula do G20 (os países ricos e os principais emergentes) em Pittsburg, mas não conseguiram agir, diante da decisão do Irã de informar antes a AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica)", acrescentou, em declarações divulgadas pela televisão estatal "PressTV".

O presidente americano, Barack Obama, com apoio do chefe de Estado francês, Nicolas Sarkozy, e do primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, denunciou na sexta-feira o Irã por ocultar a usina e acusou o país de não respeitar a norma.

Além disso, exigiu que Teerã permita a inspeção da nova instalação em um prazo máximo de três meses.

Neste sentido, Salehi voltou a insistir em que o Irã respeitou o artigo 153 do código da AIEA, que diz que só é necessário informar seis meses antes de a unidade ser alimentada com combustível.

Segundo o Irã, que aceitou a inspeção, mas sob a supervisão apenas da citada agência da ONU, ainda são necessários quase 18 meses para que a usina esteja em operação. EFE jm/an

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