Representante do Governo do Tibete denuncia repressão da China durante Jogos

Madri, 4 set (EFE).- Urgem Tenzin, representante do Ministério de Segurança do Governo do Tibete no exílio, afirmou hoje à Justiça da Espanha que durante os Jogos Olímpicos de 2008, em Pequim, o atual Governo chinês continuou com os massacres e as torturas do povo tibetano.

EFE |

Esta declaração foi feita por Tenzin durante na Audiência Nacional Santiago Pedraz, que investiga a querela interposta contra sete líderes políticos e militares do atual Governo chinês por sua atuação nos distúrbios registrados no Tibete desde o último dia 10 de março.

Urgem Tenzin, que dirige o centro tibetano para os direitos humanos e a democracia no exílio, afirmou à imprensa que, por causa dos protestos dos tibetanos contra "as políticas repressivas" do Governo chinês, há mais de cem pessoas mortas e cerca de 6 mil detidos que são submetidos a "torturas desumanas".

Ele acrescentou que a situação "não melhorou" após os últimos Jogos Olímpicos realizados em Pequim e, por isto, recomendou ao juiz que siga até o Tibete "para verificar" os fatos denunciados.

"Os tibetanos são detidos por tentarem defender seus direitos humanos básicos", declarou Tenzin, que afirmou que deseja "justiça para o povo tibetano". EFE rbf/fal

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG