Representante do dalai lama alerta contra isolamento da China

Estrasburgo (França), 17 abr (EFE).- O representante do dalai lama em Paris, Jampal Chosang, afirmou hoje que o pensamento do líder espiritual do Tibete é de que se a China for isolada de grandes eventos como os Jogos Olímpicos, será difícil obter avanços.

EFE |

Chosang participou hoje junto a outros analistas em uma sessão da comissão de Assuntos Políticos da Assembléia Parlamentar do Conselho da Europa, para debater o boicote de líderes europeus à cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de 2008 em Pequim, após a violenta repressão chinesa de manifestações no Tibete.

Na sessão, o representante do dalai lama lembrou as palavras ditas pelo ex-líder chinês Deng Xiaoping ao líder espiritual do Tibete: "Exceto a independência do Tibete, tudo é negociável".

As autoridades chinesas se recusaram a participar do debate, embora entre o público estivesse presente o vice-cônsul da China em Estrasburgo, que se negou a tomar a palavra, apesar do convite do presidente da comissão.

O representante do dalai lama afirmou que a maioria dos seis milhões de tibetanos apóia a chamada "política do meio termo", que consiste em exigir a autonomia do Tibete, e não a independência.

Além disso, disse que o Dalai Lama "não está contra o povo chinês", mas se opõe à "repressão das forças de segurança da China contra o povo tibetano".

Chosang afirmou que continuam sendo realizadas manifestações pacíficas e espontâneas nas quais "são pedidos apenas os direitos fundamentais", em relação ao único interesse da China no Tibete: seus recursos naturais, principalmente os hidrocarbonetos, que representam uma receita anual de bilhões de dólares.

O representante rejeitou as três condições que a China impõe ao dalai lama para o diálogo, ao argumentar que este quer falar de futuro, viajar pelo mundo e respeitar a democracia de outros países.

As três condições de Pequim ao dalai lama são o reconhecimento por ele do Tibete como parte do território chinês desde o século XIII, o fim das atividades separatistas e o reconhecimento de Taiwan como pertencente à China. EFE ja/ev/fb

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