Representante da ONU no Iraque acredita que o país está em um ano crucial

Bruxelas, 11 abr (EFE).- O representante especial da ONU no Iraque, Staffan de Mistura, declarou hoje que o país se encontra em um ano crucial para seu futuro e destacou que a população vê 2008 como o ano em que recuperará sua soberania.

EFE |

A coincidência do pleito nos Estados Unidos, as eleições provinciais no Iraque e a negociação de um acordo firmando relações bilaterais oferecem uma sensação de "fim de um período", de acordo com Staffan.

O diplomata - que se reuniu em Bruxelas com representantes da Otan e da União Européia - assegurou em um encontro com a imprensa que o Iraque "não pode perder" os próximos meses e confiou na capacidade do Governo em conseguir avanços políticos.

Lembrou que este ano há duas datas-chave para a soberania iraquiana: o fechamento antes do segundo semestre de um acordo que firma relações entre Bagdá e Washington, e a aprovação de uma nova resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas que regule a presença militar internacional no país.

"A situação de segurança é melhor que no ano passado, sobre isso não há dúvidas", afirmou Staffan, que insistiu que este é o momento de aplicar medidas que melhorem de forma evidente a vida dos cidadãos.

Segundo ele, "a tensão no Iraque não é comparável" à de meses atrás, apesar dos recentes enfrentamentos em Basra (sul do país) e Cidade de Sadr, no leste de Bagdá, entre tropas governamentais e a milícia do clérigo xiita Moqtada al-Sadr.

Staffan defendeu a solução deste caso pela "via política" e assegurou que todos no Iraque admitem que os conflitos "só poderão ser superados com um diálogo político com os sadristas".

Além disso, avaliou o papel do primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, que - em sua opinião - demonstrou "valor, capacidade política e vontade de representar o interesse nacional acima do setorial", apesar de seu papel difícil.

"Ser primeiro-ministro iraquiano hoje em dia é algo que quase ninguém desejaria. É um trabalho muito difícil e muito perigoso", lembrou.

Entre as prioridades que o Executivo deve enfrentar, Staffan mencionou a lei do petróleo, o desenvolvimento das eleições provinciais e a melhora das condições de vida da população.

O representante das Nações Unidas destacou a "enorme quantidade de dinheiro" da qual dispõe o Iraque graças às vendas de petróleo e declarou que esses fundos devem "ser utilizados corretamente em benefício dos iraquianos". EFE mvs/bf/fb

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