Represa rompe e mata mais de 50 pessoas na Indonésia

Pelo menos 54 pessoas morreram na noite de quinta para sexta-feira após o rompimento de uma represa. As águas inundaram centenas de casas na periferia de Jacarta, pegando seus moradores desprevenidos.

AFP |

Autoridades indicaram que é provável que o número de vítimas aumente à medida que avancem as operações de busca. Centenas de pessoas que sobreviveram permanecem refugiadas nos telhados de sua casa, à espera de socorro.

Cerca de 500 casas ficaram inundadas total ou parcialmente. A represa ficou completamente vazia e a água chegou a seis metros de altura nas áreas mais afetadas, indicou à AFP Danang Susanto, funcionário do Ministério da Saúde.

Segundo estimativas dos socorristas, cerca de cem pessoas permaneciam desaparecidas no início da tarde, 12 horas depois do rompimento do dique do lago Situ Gintung, ocorrido às 02h00 (16h00 de quinta-feira em Brasília).

O nível da água enlameada aumentou subitamente entre um metro e meio e dois metros nas áreas residenciais de Cirendeu e Tangerang (sul de Jacarta), muito povoadas e com um grande número de casas frágeis, segundo testemunhos dos vizinhos. A maioria das pessoas dormia no momento do ocorrido.

Antes do rompimento da represa, houve muita chuva e ventos fortes, segundo as autoridades.

"O desastre aconteceu de forma repentina. Surpreendeu as pessoas que estavam dormindo. Elas não conseguiram escapar", explicou Danang Susanto, do ministério da Saúde.

"Acordei com água na cara. Subi para o telhado para salvar minha vida", conta Ghifron, estudante de 17 anos, que perdeu um tio na tragédia e está com quatro parentes desaparecidos.

"Foi como uma tsunami", resumiu Minu, morador do bairro mais afetado e onde a água atingiu seis metros.

Fontes de um hospital indicaram que vários corpos estão espalhados, completamente azulados e cobertos de barro. A maioria das pessoas ficou ferida por destroços e árvores foram arrancadas pela violência das águas.

As inundações e deslizamentos de terra são comuns na Indonésia durante a estação das chuvas de monção, que corresponde ao inverno no hemisfério norte. Os danos são agravados pela falta de investimentos e pela falta de manutenção das infraestruturas.

O vice-presidente indonésio Jusuf Kalla se deslocou imediatamente para a zona do desastre para supervisionar as operações de socorro e assegurou que o Estado ajudará as pessoas que perderam suas casas.

O presidente Susilo Bambang Yudhoyono também vai visitar a zona sinistrada antes de participar num comício visando às eleições legislativas de 9 de abril.

bur-jri/dm/cn

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