Repórter venezuelana é agredida em Honduras

Caracas, 25 jul (EFE).- A agência de notícias estatal venezuelana Agencia Bolivariana de Noticias (ABN) denunciou hoje que as forças policiais hondurenhas em Danli arremeteram contra uma de suas repórteres e bateram em jornalistas de meios de comunicação estrangeiros que tentaram intervir, entre eles do Brasil.

EFE |

A agência informou que o fato aconteceu quando "um grupo de jornalistas", entre os quais estava a repórter gráfica em Danli Wendy Olivo, viu em uma cela policial o dirigente camponês Rafael Alegria, cujo paradeiro era "desconhecido".

Segundo outra jornalista da "ABN", a fotógrafa "recebeu fortes golpes" dos funcionários da Polícia e "foi arrastada pelo local ao se negar a entregar o equipamento fotográfico", após tirar fotos do líder camponês.

"Perante a situação, comunicadores de um meio de televisão espanhol e de um meio de comunicação brasileiro intervieram para evitar que as agressões continuassem, mas também foram agredidos e retidos", afirma o escritório da "ABN".

A agência venezuelana disse que "as agressões aos jornalistas" terminaram quando "vários comunicadores de diversos meios estrangeiros chegaram ao local para reportar os fatos".

Segundo a "ABN", no posto policial estão "detidas 54 pessoas, entre eles mulheres e menores de idade, em condições de aglomeração e sem a possibilidade de ir aos sanitários".

"Estas pessoas retidas se dirigiam para a cidade vizinha de Las Manos, na fronteira entre Honduras e Nicarágua, para encontrar o presidente constitucional Manuel Zelaya", afirma a nota. EFE eb/db

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