Repórter se demite por declarações sobre Israel

Veterana Helen Thomas, correspondente da Casa Branca, disse em entrevista que os israelenses deveriam "dar o fora da Palestina"

Reuters |

A veterana correspondente da Casa Branca Helen Thomas, que cobriu todos os presidentes dos Estados Unidos desde John F. Kennedy (1961-1963), inesperadamente anunciou sua aposentadoria nesta segunda-feira em meio a uma avalanche de críticas sobre suas polêmicas declarações sobre Israel.

A saída de Helen, de 89 anos, como uma colunista dos jornais Hearst foi anunciada após ela ser filmada afirmando que israelenses deveriam "dar o fora da Palestina" e sugerindo que eles voltassem "para casa" na Alemanha, Polônia e os EUA.

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Presidente dos EUA, Barack Obama, com correspondente da Casa Branca Helen Thomas depois de presenteá-la com bolinhos em seu aniversário (04/08/2009)

Os comentários provocaram diversas críticas, incluindo da Casa Branca, e fez com que Helen fosse expulsa de sua agência de relações públicas. A Associação dos Correspondentes da Casa Branca classificou as declarações como "indefensáveis".

Thomas, considerada a reitora dos jornalistas que cobrem a Casa Branca, desculpou-se por seus comentários, gravados amadoramente em entrevista de 27 de maio, e divulgados em um site na internet (http://www.rabbilive.com).

"Helen Thomas anunciou nesta segunda-feira que está se aposentando", informou o serviço de notícias Hearst. "A decisão dela ocorre após suas declarações polêmicas sobre Israel e palestinos que foram capturadas em vídeo e amplamente divulgadas na internet."

O anúncio da Hearst foi feito após o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, ter considerado as declarações "ofensivas e censuráveis". Thomas não compareceu ao briefing da Casa Branca de segunda-feira, onde tinha um assento reservado no centro da primeira fileira.

A jornalista divulgou um comunicado no fim de semana no qual disse: "Arrependo-me profundamente dos meus comentários feitos na semana passada sobre os israelenses e palestinos. Eles não refletem minha crença de que a paz chegará ao Oriente Médio somente quando todos os lados reconhecerem a necessidade de respeito mútuo e tolerância. Que esse dia chegue logo."

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