Réplica de terremoto mata duas pessoas e fere 480 na China

(Atualiza número de mortos e feridos pela réplica) Pequim, 25 mai (EFE).- Duas pessoas morreram e mais de 480 ficaram feridas na réplica de 6,4 graus na escala Richter registrada hoje na província de Sichuan, epicentro do terremoto que fez a China tremer no último dia 12.

EFE |

Segundo a agência "China News Service", 41 dos feridos estão em estado grave.

A réplica sacudiu fortemente a cidade de Guangyuan, no distrito de Qingchuan, que, por sua vez, fica no nordeste da província de Sichuan e na divisa com as localidades de Gansu e Shaanxi.

O pós-abalo foi o mais potente dos milhares registrados desde o terremoto de 8 graus que devastou o sudoeste da China há duas semanas.

O número de chineses que perderam a vida no tremor do último dia 12 subiu hoje para 62.664 nas seis províncias afetadas. Como 23.775 pessoas estão desaparecidas, o total de mortos pode passar de 86.000, segundo dados do Governo.

A réplica danificou gravemente 270.000 casas e, da mesma forma que o primeiro tremor, pôde ser sentida em toda China, incluindo a capital, Pequim, a quase 1.500 quilômetros do epicentro, onde os edifícios mais altos tremeram ligeiramente.

No epicentro da réplica, na fronteira das províncias de Gansu e Shaanxi, 359 pessoas ficaram feridas, segundo os últimos relatórios das autoridades locais, e nove localidades perderam os sinais de telecomunicações.

Na cidade de Longnan, em Gansu, as autoridades informaram de um morto e 109 feridos, 15 deles em estado grave. A vítima mortal faleceu após um desmoronamento de rochas como conseqüência da réplica.

A localidade de Guangyuan, em Sichuan, onde foi localizado o terremoto, informou de mais uma pessoa falecida.

Pelo menos 71.300 casas desabaram como conseqüência da réplica e outras 200.000 foram danificadas, segundo o funcionário Wang Fei, do escritório de ajuda em desastres da cidade de Guangyuan.

Na província de Shaanxi, outras 20 pessoas ficaram feridas, duas delas de forma grave, no distrito de Ningqiang, que faz fronteira com Qingchuan, onde uma grande quantidade de casas desabou.

Segundo fontes consultadas pela Agência Efe, alguns sismólogos alertaram sobre a possibilidade de que haja uma nova réplica ao norte do epicentro do terremoto de 12 de maio.

A última réplica gerou cenas de pânico nas zonas afetadas pelo primeiro terremoto, onde 1.800 soldados do Exército chinês se dirigem para os açudes abertos pelo primeiro tremor com dez quilogramas de dinamite, cada um, a fim de evitar assim as inundações que ameaçam as localidades já devastadas.

Os soldados se dirigem em direção a um lago formado pelo primeiro terremoto em Tangjiashan, ao norte de Beichuan, onde se registrou o primeiro epicentro e milhares de moradores ficaram sem lar. Os efetivos esperam chegar à zona antes desta noite, com o objetivo de evitar uma nova catástrofe suscitada pelo início da monção.

Tentativas anteriores de liberar este lago formado pelos destroços do terremoto de 12 de maio fracassaram devido às más condições meteorológicas.

Mais de 30 lagos destas características e outras 69 represas que ameaçam os sobreviventes da tragédia, 5,5 milhões dos quais dormem ao relento há 14 dias.

Quase 8.000 réplicas se registraram em Sichuan após o terremoto de 12 de maio, que até agora deixou 62.664 mortos identificados no sudoeste chinês, dos quais 62.161 perderam a vida em Sichuan.

Os desabrigados começam a pedir responsabilidades ao corrupto setor chinês da construção pelo desabamento de centenas de escolas que acabaram com a vida de mais de 8.000 crianças, enquanto os alimentos não estão chegando a zonas isoladas apesar da rápida e eficaz reação do Governo chinês. EFE mz/fb

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