Renuncia membro de comitê de investigação sobre presos políticos no Irã

Teerã, 4 ago (EFE).- O presidente da Comissão de Segurança Nacional e Política Externa do Parlamento do Irã, Alaeddin Boroujerdi, confirmou a renúncia de um membro do comitê especial do Parlamento que investiga a situação dos presos devido aos eventos pós-eleitorais no Irã.

EFE |

Segundo a agência iraniana "Isna", Boroujerdi confirmou a renúncia de um membro do mencionado comitê, Kazem Jalali.

"O deputado de Shahroud no Parlamento islâmico apresentou sua renúncia por motivos pessoais", disse Boroujerdi, que tinha negado esta manhã a veracidade da mesma notícia.

Boroujerdi, que desmentiu desta vez a renúncia de todos os membros deste comitê, disse também que o presidente do Parlamento do Irã rejeitou a renúncia de Jalali.

O comitê especial para investigar a situação das pessoas detidas durante os eventos após as eleições no Irã foi criado diante da preocupação dos parentes dos detidos.

Informações não confirmadas indicam maus-tratos contra os detidos, que, após terem sido duramente torturados, não recebiam assistência médica nas prisões.

Outras informações sem confirmação também detalhavam que a maioria dos detidos está no campo de detenção de Kahrizak, no sul de Teerã.

Diante da gravidade do assunto e do protesto dos familiares dos detidos, o Parlamento islâmico criou um comitê especial para estudar a situação dos presos, dias depois que o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, ordenasse o fechamento do centro de Kahrizak, porque "não reunia as condições adequadas para garantir os direitos dos prisioneiros".

O anúncio do resultado das eleições presidenciais de 12 de junho, qualificadas de "fraudulentas" e nas quais foi proclamado como "ganhador" o presidente Mahmoud Ahmadinejad, provocou grandes manifestações de protesto em Teerã e em outras cidades iranianas.

As manifestações foram brutalmente reprimidas pela Polícia, com um balanço oficial de 20 mortos e milhares de detidos, mas algumas informações falam de pelo menos 300 mortos. EFE msh/an

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