Remédio contra epilepsia prejudica cérebro de feto

O valproato, uma droga utilizada para tratar a epilepsia, pode afetar o desenvolvimento do cérebro do feto, revela um estudo realizado nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha e divulgado nesta quarta-feira.

AFP |

As crianças com 3 anos cujas mães tomaram valproato durante a gravidez têm um coeficiente intelectual entre 6 e 9 pontos abaixo do verificado nos filhos de mulheres que receberam outros três tipos de medicamentos para a epilepsia.

Segundo os autores do estudo - que será publicado no New England Journal of Medicine de 16 de abril - as mulheres devem evitar qualquer tratamento com valproato durante a gravidez.

O estudo foi realizado com mais de 300 filhos de mães epilépticas entre 1999 e 2004.

As mulheres que participaram do estudo, em cinco centros médicos nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha, tomaram um dos quatro medicamentos mais prescritos contra a epilepsia: carbamazepina, lamotrigina, fenitoína e valproato.

"Há um risco claro ligado ao valproato e os médicos têm a obrigação de informar às mulheres", assinalou o doutor Kimford Meador, professor de neurologia da facultade de Medicina Emory, em Atlanta.

"Valproato ainda tem um papel importante no tratamento da epilepsia, porque as crises de alguns pacientes só podem ser controladas com esta droga, mas recomendamos que as mulheres epilépticas tentem outro tratamento", disse Meador.

js/LR

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