Relógio medirá o tempo com precisão máxima, a partir do espaço

Um relógio atômico com precisão máxima, o Pharao, será instalado na Estação Espacial Internacional (ISS), segundo acordo assinado nesta terça-feira entre o Centro Nacional de Estudos Espaciais (Cnes) e a Agência Espacial Europeia (ESA).

AFP |

Pharao, que não deixará perder um só segundo em 300 milhões de anos, contra o extravio de um segundo em 50 milhões de anos nos relógios atômicos terrestres, será colocado no exterior do laboratório europeu Columbus, amarrado à ISS a cerca de 400 quilômetros da Terra.

Pharao, que utiliza átomos frios de césio, significa "Projeto de relógio atômico por resfriamento de átomos em órbita". Associado a um outro relógio atômico, o Maser espacial a hidrogênio (SHM), para formar o Conjunto Relógio Atômico Espacial (ACES), ele contribuirá "com a exatidão e a estabildade no longo prazo das escalas de tempo mundiais", segundo comunicado da ESA.

O ACES deve ser lançado no segundo semestre de 2013.

Este conjunto de relógios atômicos espaciais ajudará a desenvolver aplicações para medir com precisão a forma do globo terrestre e atividades de teledetecção remota.

Desempenhará, também, "um papel determinante para que seja testada com precisão a teoria da relatividade geral de Einstein", prossegue a Agência Espacial Europeia.

A grandes distâncias no universo, o tempo não corre da mesma maneira, em função do local onde se situa. "A bordo de satélites em órbita circular a cerca de 20 000 km de altitude, os relógios atômicos avançam 40 microssegundos (milionésimos de segundo) a cada dia em relação a seus pares que ficam na Terra", registra o Cnes.

O funcionamento de um relógio atômico repousa sobre sua capacidade de dominar a rapidez dos átomos, sendo também influenciado por seu peso.

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