Religiosos reformistas protestam contra resultado das eleições

Umn grupo de religiosos reformistas protestou contra o resultado das eleições presidenciais do dia 12 de junho no Irã, que terminaram com a vitória do atual presidente, o ultraconservador Mahmud Ahmadinejad.

AFP |

Criticando o Conselho dos Guardiães da Constituição por ter validado o pleito, a Associação Iraniana de Docentes e Pesquisadores da Escola Teológica de Qom afirma que Ahmadinejad "não tem o direito de julgar as eleições", tendo em vista as declarações de membros deste órgão a favor dele antes da votação.

O conselho, que tem 12 membros, tem como função supervisionar as eleições gerais e aprovar seus resultados.

A associação, por sua vez, considera que o órgão não levou em consideração "as queixas e provas sólidas dos candidatos", em particular Mir Hossein Mussavi e Mehdi Karubi, apoiados pelos reformistas, que denunciaram irregularidades e fraude durante a votação.

Além disso, critica a repressão violenta aos protestos organizados depois da divulgação dos resultados, que deixou pelo menos 20 mortos e prendeu centenas de manifestantes, além de políticos, analistas e jornalistas.

"Responderam com violência à voz pacífica do povo para pedir justiça, e infelizmente dezenas de pessoas morreram ou ficaram feridas, enquanto centenas foram detidas ilegalmente", indica o comunicado da associação.

Os religiosos reformistas se perguntam de que forma "é possível aceitar a legitimidade das eleições, só porque o Conselho dos Guardiães disse. Como se pode afirmar que um governo nascido depois de tantas irregularidades é legítimo?".

A associação, que por fim pede a libertação de todos os prisioneiros políticos, reúne os religiosos reformistas de Qom, a 120 km de Teerã, principal cidade religiosa do país.

bur/ap

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