Religião não justifica mortes no Texas, diz Obama

A religião não pode ser usada como justificativa para os 13 assassinatos ocorridos na base militar de Fort Hood, no Texas, afirmou nesta terça-feira o presidente americano, Barack Obama, durante o funeral das vítimas. Deve ser difícil compreender a lógica distorcida que levou a esta tragédia, mas de uma coisa eu sei.

BBC Brasil |

Nenhuma fé justifica esses atos assassinos, nenhum deus justo pode considerá-la de forma favorável", disse ele.

"E pelo que ele fez, sabemos que o assassino receberá justiça neste mundo e no próximo", completou Obama.

Após se encontrar com parentes das vítimas, Obama elogiou a bravura daqueles que ajudaram os envolvidos "nos terríveis minutos durante o ataque".

Al Qaeda
O major Nidal Malik Hasan, acusado de realizar o massacre na base militar, foi alvejado pela polícia e se encontra hospitalizado.

Ele será julgado por uma corte militar.

Autoridades de inteligência dos Estados Unidos revelaram que sabiam que o major americano vinha mantendo contato com um clérigo simpatizante da rede Al-Qaeda.

Segundo o FBI, o militar muçulmano de família palestina, foi questionado por uma força-tarefa antiterrorismo por causa de uma série de e-mails que ele trocou com Anwar al-Awlaki, clérigo que já foi imã em uma mesquita da Virgínia e hoje vive no Iêmen, após ter passado um período na cadeia.

Os agentes de inteligência, no entanto, decidiram que a correspondência não merecia mais investigações e que Hasan não estava envolvido em um plano terrorista.

Segundo eles, o conteúdo das mensagens não defendia nem trazia ameaças de atos de violência, e condizia com pesquisas que o major estava fazendo para seu trabalho como psiquiatra do Exército.

Terrorismo
Após a divulgação da notícia, o diretor do FBI pediu uma revisão de como a agência lidou com as informações obtidas sobre Hasan.

No Congresso, o senador Joe Lieberman anunciou que vai abrir uma investigação para determinar se o ataque foi ou não um ato terrorista.

Ele disse esperar descobrir se o Exército errou ao não perceber indícios de que Hasan teria visões extremistas.

Autoridades acreditam que Hasan abriu fogo contra seus colegas, na última quinta-feira, aparentemente por sua insatisfação com a perspectiva de ser enviado ao Afeganistão.

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