Relenza por via intravenosa é aplicado em paciente de risco com gripe suína

Uma jovem de 22 anos que apresentava problemas imunológicos devido a um tratamento de quimioterapia sobreviveu à gripe suína após receber o antiviral Relenza por via intravenosa, revela nesta quinta-feira a revista médica britânica The Lancet.

AFP |

A jovem, que era tratada com quimioterapia para enfrentar a doença de Hodgkin, uma forma de câncer, deu entrada no dia 8 de julho passado na unidade de cuidados intensivos do hospital University College, em Londres, com gripe suína.

A paciente sofria de insuficiência respiratória crescente, com líquido nos pulmões, e não respondia ao tratamento antiviral com Tamiflu ou aos antibióticos de amplo espectro.

Seu estado se deteriorou progressivamente após três dias de internação, e o Tamiflu foi substituído pelo Relenza por via oral, mas o quadro não melhorou.

No 16º dia de internação, quando o estado da jovem era crítico, os médicos decidiram administrar o Relenza (do laboratório GlaxoSmithKline) por via intravenosa, com a devida autorização do hospital e dos familiares da paciente.

Também iniciaram um tratamento com corticóides para tratar a inflamação nos pulmões.

O estado da paciente melhorou em 48 horas, com queda da carga viral, e a jovem se recuperou sem sequelas.

"Apesar de ser um caso único, no qual a relação causa-efeito não pôde ser confirmada, a melhora do estado clínico após a administração intravenosa do Relenza incita a investigações mais profundas...", destacaram os médicos.

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