Relatos de crianças entre rebeldes de Darfur preocupam a ONU

Por Louis Charbonneau NAÇÕES UNIDAS (Reuters) - O secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, disse em um relatório divulgado na terça-feira que está muito preocupado com os rumores de que um grupo rebelde da região sudanesa de Darfur estaria usando crianças como soldados.

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Em um sombrio relatório sobre a missão de paz conjunta da Organização das Nações Unidas (ONU) e da União Africana em Darfur, Ban se disse 'profundamente desapontado' com a falta de avanços após cinco anos de conflito no oeste do Sudão.

Ban afirmou que o ataque-surpresa de maio do Movimento Justiça e Igualdade (MJI) contra a capital, Cartum, mostrou a incapacidade geral de negociar no Sudão. Esse grupo rebelde normalmente só age em Darfur, e depois do ataque a Cartum o governo disse ter capturado alguns menores guerrilheiros.

'Meu gabinete está pressionando pela libertação das crianças detidas pelo governo durante o ataque, e condeno o uso de crianças como soldados em todas as circunstâncias', disse Ban.

O secretário-geral também demonstrou preocupação com o rompimento de relações entre Sudão e Chad depois do ataque de maio. Os dois países se acusam mutuamente de patrocinar rebeldes no território vizinho.

O relatório de Ban, datado de 7 de julho, não cita o pedido feito na segunda-feira pelo procurador-chefe do Tribunal Penal Internacional, Luis Moreno-Ocampo, para que seja emitido um mandato internacional de prisão contra o presidente sudanês, Omar Hassan Al Bashir, por suspeita de crimes contra a humanidade.

A China, que apóia o governo sudanês, manifestou preocupação no Conselho de Segurança com a possível prisão de Bashir, e diplomatas disseram que Pequim pode sugerir uma resolução que suspenderia durante um ano o eventual indiciamento formal do presidente.

Caso os juízes do ICC aceitem o indiciamento, a ordem de prisão poderia ser emitida em outubro ou novembro.

Moreno-Ocampo diz que as políticas de Bashir provocaram pelo menos 45 mil mortes e 2,5 milhões de refugiados.

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