Relatórios divergem em número de jornalistas assassinados em 2008

Viena, 4 fev (EFE).- O relatório anual do Instituto Internacional da Imprensa (IPI) contabiliza 66 jornalistas assassinados em 2008, divergindo do documento da Federação Internacional de Jornalistas (IFJ) -sendo ambos divulgados hoje-, que dava conta de 85 homicídios.

EFE |

Ele mantém o Iraque como o país com mais assassinatos de jornalistas, por exemplo, mas reduz os 16 atribuídos pela IFJ -e também pela Repórteres sem Fronteiras (RSF)- para 14, enquanto registra um jornalista assassinado no Brasil em 2008, assim como as duas outras listas.

Já Índia e México, que dividiam o segundo lugar na lista da IFJ, com 10 assassinatos de jornalistas cada um, têm a metade -cinco-, cada um, de acordo com a lista do IPI, sendo superados pelo Paquistão, com seis.

O relatório do IPI é menos centrado em homicídios, com maior ênfase a casos de censura e intimidações que levam a "uma autocensura", como se refere ao "clima de temor" causado pela "corrupção e o tráfico de drogas, combinado com a impunidade que acompanha a esses crimes" no México.

"Quando não enfrentam com violentos ataques e ameaças de morte, os jornalistas na América Latina sofrem assédio jurídico, administrativo e econômico", resume o IPI, que também critica os "líderes esquerdistas" da região, que "continuam com seus ataques verbais aos grandes meios de imprensa privados".

No caso concreto do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, o IPI lembra que "sua agressiva retórica encorajou funcionários públicos locais, forças de segurança do Estado, e partidários do Governo a atacar verbal e fisicamente profissionais de comunicação".

Em Cuba, por sua vez, "os jornalistas independentes e suas famílias enfrentam de forma habitual discriminação, sanções e ameaças das autoridades".

As dificuldades não se limitam a estes Governos, porém, já que a Colômbia, "em 2008, viu um aumento do assédio jurídico e administrativo (...) a repórteres que tentam informar sobre corrupção, tráfico de drogas e outras atividades ilegais", segundo o instituto. EFE ll/jp

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