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Relatório sobre segurança causará impacto , diz assessor da Casa Branca

WASHINGTON - Os resultados da revisão feita sobre as falhas humanas e de sistema que permitiram que o nigeriano Umar Farouk Abdulmutallab, de 23 anos, tentasse lançar um ataque num voo entre Amsterdã e Detroit no dia 25, causarão um certo choque, afirmou nesta quinta-feira o assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, James Jones.

iG São Paulo |

O presidente americano, Barack Obama, deve fazer declarações sobre o relatório de segurança às 13 horas locais (16 horas em Brasília) e deve anunciar também as medidas adicionais para melhorar a inspeção de passageiros aéreos, assim como a troca de informação de inteligência entre as distintas agências do país.

Em entrevista publicada na edição desta quinta-feira do "USA Today", Jones disse que o presidente dos Estados Unidos "está legítima e corretamente alarmado que não se tenha agido para evitar o ataque frustrado, já que havia muita informação disponível", afirmou.

Segundo Jones, tanto no caso do nigeriano que tentou explodir um avião no dia de Natal com explosivos escondidos em sua roupa íntima quanto no do psiquiatra muçulmano que deixou 13 mortos ao atacar um uma base militar no Texas, em novembro, os responsáveis de segurança não agiram, apesar dos sinais de alarme.

O assessor presidencial disse que nem Obama nem ninguém querem que haja "um terceiro golpe".

Obama afirmou na terça-feira (5), depois de se reunir com membros de seu gabinete e de sua equipe de segurança nacional, que o incidente registrado no dia do Natal em um avião da companhia aérea Northwest revelou erros "inaceitáveis" de inteligência e anunciou reformas "imediatas".

O presidente apontou que os sistemas de segurança do país falharam de forma "potencialmente desastrosa" ao permitir que Abdulmutallab entrasse no voo de Amsterdã para Detroit com material explosivo escondido na cueca.

O presidente americano insistiu com o fato de a comunidade de inteligência dispor de informação suficiente para detectar e "potencialmente" desarticular o atentado frustrado e criticou os responsáveis de segurança por fracassarem na hora de relacionar todos os dados.

"Está cada vez mais claro que a informação de inteligência não foi devidamente analisada. Isso não é aceitável e não o tolerarei", disse Obama em pronunciamento na terça-feira.

Revisões de segurança

Obama ordenou, após o incidente, duas revisões paralelas. A primeira avalia os sistemas de detecção nos aeroportos e as mudanças necessárias para uma maior efetividade. A segunda trata de determinar como podem funcionar melhor as listas de vigilância terrorista.

Na segunda-feira, a Casa Branca anunciou que ampliou a lista de suspeitos de terrorismo que são proibidos de voar.

AP
Abdulmutallab

O nigeriano Umar Farouk Abdulmutallab

Abdulmutallab estava na lista de vigilância "genérica" de terroristas, mas não na categoria mais seletiva, que o impediria de voar.

Na quarta-feira, o nigeriano recebeu seis acusações na quarta-feira , incluindo tentativa de assassinato e de utilizar uma arma de destruição em massa para assassinar quase 300 pessoas.

Se for considerado culpado, o jovem pode ser sentenciado à prisão perpétua. Abdulmutallab comparecerá pela primeira vez na sexta-feira (8) perante um tribunal federal americano em Detroit.

Com informações da EFE e AFP

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