Relatório revela maus-tratos, violência e abusos em prisões israelenses

Jerusalém, 27 jul (EFE).- Um relatório do Ministério da Justiça israelense revela diversos casos de maus-tratos, violência por parte dos funcionários, abusos, tentativas de suicídio, e ausência de tratamento e reabilitação nas prisões do país.

EFE |

O documento, divulgado hoje pela imprensa local, é baseado nas investigações realizadas por funcionários do Ministério em uma série de visitas oficiais em 2007 a 33 centros de detenção em Israel, que abrigam cerca de 25.000 reclusos, 9.000 deles palestinos.

"Há uma deterioração nas condições de vida dos presos por causa da superlotação em vários centros", disse o advogado Gil Shapira, ao denunciar a falta de resposta das instituições a esta situação.

O relatório revela queixas de abusos, atitudes de desprezo e registros degradantes em um terço dos casos.

A prisão juvenil de Ofek, no oeste de Israel, é o maior exemplo desta situação, indica o relatório, dedicado ao estado dos centros penitenciários no ano passado e entregue ao serviço de prisões este fim de semana.

"O recurso ao abuso neste centro é uma questão rotineira", algo que "piora quando os presos são menores", assinala o documento, que destaca o "medo dos detentos de falar" durante a visita oficial.

Os jovens que falaram denunciaram abusos sistemáticos por seus carcereiros, como na ocasião em que bateram nos muros de suas celas e receberam em resposta gás lacrimogêneo e pancadas.

Somente no centro de detenção de Ofek foram registrados em 2007 21 tentativas de suicídio.

Os detentos de outras prisões denunciam em sua maior parte o tempo, injustificável, que são obrigados a ficar amarrados em suas camas.

Além disso, os presídios de Israel não cumprem sempre a lei que exige que os presos doentes fiquem em um recinto separado, e as instalações não cumprem com os níveis exigíveis de dignidade humana, com superlotação e pobres condições higiênicas e sanitárias.

O porta-voz do serviço israelense de prisões, Yoran Zamir, assegurou à Agência Efe que sua equipe "recebeu o relatório e o estudará para extrair as conclusões que permitam melhorar o máximo possível a situação nas penitenciárias do país". EFE ap/mh

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