Relatório revela indícios de apoio dos EUA a ataque colombiano no Equador

QUITO - O governo do Equador revelou hoje um relatório sobre indícios de uma suposta colaboração dos Estados Unidos no ataque de militares colombianos contra um acampamento clandestino das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) na floresta equatoriana.

EFE |

O estudo, que investigou a suposta "infiltração" de serviços secretos estrangeiros nas forças de segurança do Equador, especialmente da Agência Central de Inteligência dos EUA (CIA), adverte que a ofensiva pode ter sido "uma operação combinada" entre Bogotá e Washington.

O ministro da Defesa equatoriano, Javier Ponce, apresentou em entrevista coletiva a publicação do relatório, cuja investigação foi ordenada pelo presidente Rafael Correa depois do ataque colombiano, perpetrado no dia 1º de março.

Segundo Ponce, o relatório assinala que militares do serviço de inteligência equatoriano agiram por conta própria "para esconder informações, desaparecer com evidências e confundir o poder político" em uma "parceria" com uma rede vinculada a uma nação estrangeira.

Os integrantes da comissão de investigação descobriram que "na madrugada de 1º de março, um responsável da CIA no Equador informou sobre a existência de um ataque em andamento", explicou o ministro.

Além disso, esse agente americano acrescentou que o presidente colombiano, Álvaro Uribe, "informaria ao presidente Correa sobre o ataque", o que indica que "a CIA tinha pleno conhecimento do que estava ocorrendo", acrescentou.

"Muitas coincidências"

Ponce também citou outros exemplos da suposta participação dos EUA na operação, como as "atividades de um avião da inteligência americana" em uma base usada pelo país para fiscalizar o narcotráfico na região.

"São muitas coincidências para dizer que são apenas coincidências", disse Ponce, que afirmou ainda que a investigação deixa muitas suspeitas sobre a possível "operação conjunta" entre Estados Unidos e Colômbia nesse ataque.

A operação deixou um saldo de 26 mortos, entre eles o equatoriano Franklin Aisalla e o porta-voz internacional das Farc, conhecido como Raúl Reyes.

Três dias depois do ataque, o Equador rompeu suas relações diplomáticas com a Colômbia, situação que ainda se mantém. 

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