rumo radical para evitar queda - Mundo - iG" /

Relatório pede que Chávez deixe rumo radical para evitar queda

(embargada até às 19h, horário de Brasília) Bruxelas, 22 jul (EFE).- O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, deve mudar seu rumo radical, buscar compromissos com a oposição e governar o país de forma mais eficaz para evitar que 2008 possa marcar o início de sua queda, diz o relatório de um centro de estudos divulgado hoje.

EFE |

O documento do International Crisis Group (ICG) analisa a situação do país e realiza uma série de recomendações a todos os atores políticos nacionais e internacionais (Governo, oposição, estudantes, OEA e Estados Unidos) para favorecer a estabilidade política e econômica venezuelana e da região latino-americana.

O estudo, de 25 páginas, indica como principais problemas do país o confronto político, a piora econômica, a crescente corrupção e a provisão de alguns alimentos, enquanto no exterior são a continuação das diferenças com a Colômbia e o envolvimento de Chávez em outros países latino-americanos.

Após a derrota no plebiscito de dezembro sobre a ampliação de seus poderes, Chávez "enfrenta crescentes pressões", não apenas da oposição, mas também de sua própria base, e seu campo "perde impulso" com uma estrutura burocrática na qual há mais corrupção e com "pobre" capacidade de gestão, acrescenta.

Quanto às eleições legislativas e regionais do dia 23 de novembro, o ICG faz eco da questão das inabilitações de candidatos opositores e pede que o Governo "estabeleça garantias para uma conduta transparente" no pleito e deixe claro "que não será tolerada a violência" de nenhum lado.

Além disso, o documento pede que a oposição política reconheça que o mandato de Chávez acaba no final de 2012 e "se comprometa claramente" a não tentar "ações ilegais para colocar fim de forma prematura".

O ICG também pede que a Organização dos Estados Americanos (OEA) envie uma missão de observação eleitoral internacional para ajudar a garantir a integridade deste processo.

O relatório destaca também a crescente corrupção entre as autoridades, por isto pede ao Governo a criação de uma unidade especial de promotores para investigar as acusações.

Afirma que o apoio a Chávez "caiu de forma significativa" nos centros urbanos, embora se mantenha nas zonas rurais, mas diz que a "conexão emocional" do presidente com as massas "já não basta" para manter o predomínio político, como mostrou sua derrota no plebiscito do ano passado sobre a ampliação de poderes.

Como forma de solucionar a escassez de alguns alimentos, pede que o presidente impulsione a produção doméstica, com um aumento do apoio aos pequenos agricultores e criadores de gado, assim como garantias a investidores nacionais e estrangeiros.

O relatório constata que a economia cresce graças aos altos preços do petróleo, mas adverte que o setor não relacionado com o petróleo contraiu 5,3% em 2007.

Além disso, a inflação está "entre as mais altas da América Latina" e a economia social impulsionada por Chávez "não funciona" e é difícil de controlar.

Na frente exterior, o ICG recomenda ao Governo de Caracas que adote uma posição "construtiva" no conflito colombiano, com a nomeação de um novo embaixador em Bogotá e o reforço da cooperação fronteiriça para impedir que grupos armados encontrem abrigo em território venezuelano.

Também pede a Caracas que envie "uma mensagem clara de não interferência" nos processos políticos de outros países latino-americanos e caribenhos, mas também que continue seus programas de assistência econômica e técnica e dê "prioridade ao desenvolvimento incondicional políticas".

Além disso, o relatório pede aos EUA que colaborem para que Venezuela e Colômbia resolvam suas disputas e iniciem uma cooperação no controle da fronteira comum. EFE rcf/fal

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG