Relatório dos EUA sobre direitos humanos critica China e Irã

China e Irã ampliaram seus abusos contra os direitos humanos, reprimindo ativistas de oposição e o livre tráfego de informações na internet, afirmou o Departamento de Estado americano nesta quinta-feira.

Reuters |

Em seu relatório anual sobre os direitos humanos em 194 países, o Departamento de Estado também criticou Cuba, Mianmar, Coreia do Norte e Rússia, à qual atribuiu a morte de ativistas e jornalistas.

O relatório afirma que no Sri Lanka, onde uma guerra civil terminou em maio, tanto o governo quanto a derrota guerrilha tâmil usou força excessiva e cometeu abusos contra civis no ano passado.

O relatório identifica várias tendências: esforços dos governos para silenciar dissidentes, inclusive restringindo a internet; restrições contra entidades civis; perseguição a grupos vulneráveis, como minorias, crianças, mulheres e deficientes.

A China, tradicional alvo das críticas dos EUA pelas violações aos direitos humanos, foi acusada de "aumentar seus esforços para monitorar o uso da internet, controlar o conteúdo, restringir informação, bloquear acesso a sites estrangeiros e domésticos, estimular a autocensura e punir os que violam os regulamentos."

O texto acrescenta que o regime chinês emprega milhares de pessoas para controlar as comunicações eletrônicas. Recentemente, o Google ameaçou abandonar suas atividades na China por causa da censura e dos ataques de hackers no país.

O relatório dos EUA também enfatiza a censura no Irã, paralela à violenta repressão contra manifestantes depois da reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad, motivo de protestos que deixaram 37 mortos, segundo dados oficiais, ou até 70, segundo a oposição.

O texto afirma que até agosto o governo já havia prendido pelo menos 4.000 pessoas, e que outras mil foram detidas em manifestações durante a celebração islâmica da Ashura, em dezembro, quando pelo menos oito pessoas morreram em protestos.

Sobre a Rússia, outro alvo perene das críticas dos EUA, o relatório destaca a perda da liberdade de expressão e da independência da imprensa "pelo direcionamento das políticas editoriais de veículos de comunicação de propriedade do governo, pela pressão aos grandes veículos independentes para que se abstenham da cobertura crítica, e pelo assédio e intimidação a alguns jornalistas."

O texto diz que desconhecidos mataram ativistas de direitos humanos e oito jornalistas, inclusive Natalia Estemirova, que passou mais de dez anos documentando assassinatos, torturas e desaparecimentos supostamente vinculadas às autoridades chechenas. Ela foi sequestrada e morta em julho.

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