Relatório do IISS diz que não é momento de expansão da Otan

Londres, 18 set (EFE).- A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) não deve transformar sua política de expansão em um jogo de roleta russa, advertiu hoje em Londres o Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS), que neste momento não vê razões para a adesão de Geórgia e Ucrânia.

EFE |

Ao apresentar o relatório Strategic Survey 2008, o diretor deste prestigioso centro de análise de relações internacionais, John Chipman, afirmou que uma prioridade "mais imediata" que planejar novos ingressos na Aliança Atlântica é "oferecer uma tranqüilidade estratégica apropriada" aos seus atuais membros.

Com sua decisão "irresponsável" de "desafiar abertamente" os EUA, "seu principal patrocinador", ao tentar recuperar a Ossétia do Sul pela força, a Geórgia "debilitou seus argumentos" para ingressar na Otan, ressaltou Chipman.

Essa ação "coloca em legítima dúvida" se a Geórgia chegaria a ser um membro "responsável" de um sistema de aliança militar ocidental, se não atuar "em consulta multilateral" com os seus membros.

Já na Ucrânia, a população e seus líderes se mostram divididos, se é que não estão em sua maioria opostos, em relação à entrada do país na Otan.

A crise entre Rússia e Geórgia, segundo Chipman, deve convidar a Otan e o Ocidente a uma análise estratégica "mais considerada" de sua política para o leste.

As relações com a Rússia, nas atuais circunstâncias, "são extremamente difíceis", reconheceu Chipman, que recorreu a adjetivos como "excessiva", "desproporcional", "injustificada" e "vingativa" para qualificar a reação de Moscou em relação a Tbilisi.

"A intenção de Moscou era pôr limite à extensão da esfera ocidental de influência estratégica para o leste. O Ocidente deve decidir se, dada sua agenda global mais ampla e as necessidades específicas de colaboração com a Rússia sobre assuntos como o Afeganistão e o Irã, é necessário brigar" com esse país, afirmou.

Por isso, a Otan e os países ocidentais necessitam "esclarecer que interesses valem a pena ser defendidos e de que maneira", assim como em que assuntos ainda se pode colaborar com a Rússia. EFE ep/ab/rr

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