Pais de Maddie McCain dizem que nunca deixarão de buscar filha" / Pais de Maddie McCain dizem que nunca deixarão de buscar filha" /

Relatório diz que reação de cães farejadores tornou casal McCann suspeito

LONDRES - Kate e Gerry McCann, pais da menina inglesa desaparecida em Portugal em maio de 2007, foram declarados suspeitos pela polícia da Inglaterra pela reação de cães que farejaram seus pertences, informou hoje a BBC. http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2008/07/21/kate_e_gerry_mccann_dizem_que_nunca_deixarao_de_buscar_madeleine_1459687.htmlPais de Maddie McCain dizem que nunca deixarão de buscar filha

Redação com agências internacionais |

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Gerry e Kate McCann dão último depoimento sobre sumiço
de Madeleine antes da polícia portuguesa arquivar o caso
Segundo a rede pública britânica, que teve acesso ao último relatório policial no dia seguinte ao arquivamento do caso, na ocasião os agentes viram-se "obrigados" a considerar Kate McCann suspeita pela "mera possibilidade de terem estado em contato com um cadáver".

O casal, que já não é suspeito oficial, pedirá acesso aos relatórios da investigação portuguesa sobre o desaparecimento de sua filha, da mesma forma que fez no Reino Unido, onde a polícia já aceitou divulgar uma série de documentos.

De acordo com o relatório visto pela "BBC", elaborado para a promotoria lusa, os cães, treinados no Reino Unido para achar sangue humano e cadáveres, reagiram em vários pontos do apartamento dos McCann na Praia da Luz, no veículo que eles alugaram depois do desaparecimento de Madeleine e ao farejarem duas peças de roupa de Kate.

Segundo a "BBC", um relatório inicial de um laboratório britânico que analisou as amostras obtidas nesses lugares concluiu que continham o DNA da menina, embora esta conclusão tenha sido revisada posteriormente.

Em relação ao outro suspeito oficial do caso, o inglês Robert Murat, que também foi exonerado, a polícia o havia considerado suspeito depois que uma jornalista britânica denunciou seu comportamento aparentemente estranho.

Caso arquivado

O procurador-geral de Portugal, Fernando José Pinto Monteiro, arquivou nesta segunda-feira o caso do desaparecimento da menina Madeleine McCann e isentou os pais dela de envolvimento no episódio.

O Ministério Público decidiu "arquivar a investigação sobre o desaparecimento da pequena Madeleine McCann, por falta de provas de que as pessoas indiciadas tenham cometido algum crime", diz um, comunicado do Procurador-Geral da República.

Em conseqüência, o Ministério Público decidiu "suspender os indiciamentos" dos pais da menina, Gerry e Kate McCann, e do britânico Robert Murat, que recentemente recebeu uma indenização dos jornais britânicos pelas acusações.

Apesar dos pais acreditarem no seqüestro da menina, a polícia judiciária portuguesa anunciou privilegiar a tese da morte da menina. Em 7 de setembro de 2007, os pais foram indiciados como suspeitos de terem escondido o corpo de sua filha depois de uma morte acidental.

Desconfiando da polícia portuguesa, os McCann contrataram detetives particulares para continuar a investigação.

O Ministério Público português destacou que o caso pode ser reaberto "se novos elementos aparecerem", e confirmou que qualquer pessoa "que mostrar um interesse legítimo" terá acesso aos documentos da investigação até meados de agosto, "quando expira o prazo legal".

Entenda o desaparecimento de Maddie

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Caso Maddie mobilizou a imprensa internacional
A britânica Madeleine McCann, 3 anos, foi seqüestrada no dia 3 de maio de 2007, dias antes de seu 4º aniversário, na Praia da Luz, sul de Portugal, quando dormia com seus irmãos em um quarto de hotel. Seus pais supostamente estavam jantando em um restaurante da região.

Dizendo-se convencidos de que sua filha tinha sido seqüestrada, Gerry e Kate McCann fizeram uma campanha mundial para tentar encontrar sua filha, mobilizando o jogador de futebol David Beckham, a escritora de Harry Potter, J.K. Rowling e conseguindo até uma audiência com o papa Bento 16 no Vaticano.

Em setembro, a polícia portuguesa considerou os pais de Maddie oficialmente suspeitos pelo desaparecimento da menina, que os acusou de terem matado-a por acidente e terem sumido com o corpo. Meses depois, as acusações foram retiradas.

(*Com informações das agências EFE e AFP)

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