Relatório diz que número de deslocados no mundo alcançou 26 mi em 2008

Nova York, 1 mai (EFE).- No final de 2008, havia no mundo 26 milhões de pessoas que foram obrigadas a abandonar seus lares por causa da violência e dos conflitos armados, um número semelhante ao de um ano antes e o maior desde o começo dos anos 90, informou hoje o Centro de Controle de Deslocamentos internos (IDMC).

EFE |

O órgão, subordinado ao Conselho Norueguês de Refugiados, divulgou hoje o relatório anual sobre os deslocados internos, que contabiliza o número de pessoas que, mesmo que continuem no país de origem, foram forçadas a deixar suas casas.

O fato de o número ser similar ao de 2007 e continuar sendo o maior desde o começo da década de 90 demonstra o fracasso das medidas adotadas para tentar conter o problema, segundo o IDMC, que revelou hoje o relatório, que contém o respaldo do Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (Acnur).

O principal responsável da ONU para os Refugiados, António Guterres, foi o encarregado de divulgar o documento em entrevista concedida em Nova York e da qual participou o subsecretário-geral da ONU para Assuntos Humanitários, John Holmes.

Segundo os dados do relatório, os países com maior número de refugiados internos foram, novamente, Sudão (com 4,9 milhões), Colômbia (com 4,3 milhões) e Iraque (com 2,8 milhões).

Na América Latina houve um aumento de 7%, que o relatório atribui aos efeitos do conflito interno na Colômbia, onde, em 2008, foram registrados 300 mil novos deslocados.

Além da Colômbia, os outros países latino-americanos com deslocados internos mencionados no relatório são Peru (150 mil), México (21 mil) e Guatemala, onde o estudo não conseguiu estabelecer um número.

Em todas as regiões do mundo, com exceção da África, os números de deslocados internos aumentaram ou se mantiveram no mesmo nível de 2007.

A população deslocada por conflitos no Oriente Médio também cresceu, neste caso 11%, devido à situação no Iraque.

Já na África, o número de deslocados caiu 9%, pela diminuição da violência em parte dos conflitos que afetam o continente.

No total, existem deslocados internos em 52 países, e as mulheres e as crianças são os que especialmente sofrem mais com o problema.

EFE jju/db

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