Relatório diz que luta contra uso de crianças em conflitos progrediu pouco

Nova York, 20 mai (EFE).- A comunidade internacional até agora avançou pouco no combate ao recrutamento de menores de idade para lutarem como combatentes, destaca um relatório apresentado hoje por um grupo de organizações.

EFE |

O documento, intitulado "Relatório Global sobre as Crianças-soldado 2008", afirma que exércitos e grupos armados em todo o planeta ainda violam os direitos fundamentais de dezenas de milhares de crianças recrutando-as à força para combater em conflitos.

Os autores do estudo detalham como o consenso internacional contra a utilização de crianças-soldado, obtido através de enérgicas iniciativas promovidas por organizações como as Nações Unidas, "fracassou em oferecer proteção a dezenas de milhares de crianças".

"Em qualquer lugar que há um conflito, as crianças, inevitavelmente, acabam envolvidas como soldados", diz o relatório.

As páginas do documento também trazem legislações militares, políticas e práticas de 190 países em que Governos e grupos armados encontram-se envolvidos no recrutamento de crianças.

"Não se pode duvidar do compromisso da comunidade internacional para pôr fim a esta praga global das crianças-soldado, mas o trabalho que está sendo realizado é insuficiente", disse a diretora da Coalizão para Deter o Uso de Crianças-soldado, Victoria Forbes Adam, em um comunicado de imprensa.

Para a responsável pela organização que elaborou o relatório, as leis e as intenções devem ser colocadas em prática para que se traduzam em mudanças verdadeiras.

Nos últimos anos, o combate ao recrutamento infantil permitiu que, até o fim de 2007, a presença de menores fosse detectada em 17 conflitos, 10 a menos que em 2004, quando foi publicado o relatório anterior da coalizão.

O relatório frisa que, desde então, dezenas de milhares de crianças-soldado foram libertadas. Porém, um número similar continua de menores continua sendo obrigado a combater em exércitos e grupos armados em pelo menos 24 países e territórios. EFE jju/sc

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