Relatório diz que austríaco Josef Fritzl não tem problemas mentais

Viena, 13 out (EFE).- Um relatório psiquiátrico confirmou que Josef Fritzl, o austríaco acusado de ter aprisionado e violentado durante 24 anos sua própria filha, com a qual teve sete filhos, está em plena posse de suas faculdades mentais.

EFE |

Segundo informará o jornal "Der Standard" em sua edição de amanhã, Fritzl, que está preso desde abril, foi submetido a seis sessões com uma psiquiatra, após as quais foi emitida uma sentença que descarta que o acusado sofra de algum tipo de doença mental.

Além disso, o documento pericial considera "impossível" que Fritzl estivesse em estado de embriaguez permanente durante os 24 anos que duraram o cativeiro e os freqüentes estupros.

Embora o texto não tenha sido publicado, o jornal austríaco cita "círculos judiciais bem informados" ao revelar o conteúdo da perícia realizada pela psiquiatra Adelheid Kastner.

A doutora reconheceu que Fritzl cooperou durante as sessões de psiquiatria.

Por outro lado, a Promotoria de Sankt Pölten, onde Fritzl está detido, anunciou ontem que o rol de acusações contra o suposto criminoso estará pronto em cerca de três semanas.

Depois, o acusado, de 73 anos, terá um prazo de 14 dias para apresentar sua defesa.

Por isso, fontes judiciais mencionadas pelo "Der Standard" consideram improvável que o julgamento possa ser iniciado ainda este ano.

Fritzl enfrenta as acusações de privação de liberdade, incesto e violação e também poderia ser acusado de escravidão e homicídio, após um relatório revelar que um dos filhos nascidos do incesto e que morreu 70 horas após o parto, teria sobrevivido se tivesse recebido atendimento médico.

O julgamento estará fechado ao público e apenas a leitura do das acusações e as alegações finais dos advogados serão abertas.

Durante os 24 anos que esteve fechada no porão, Elisabeth deu à luz sete crianças, das quais três foram adotados oficialmente por Josef e sua esposa, Rosemarie, após o pai de Elisabeth ter simulado que ela teria fugido de casa para se refugiar em uma seita desconhecida e abandonado seus bebês diante da casa de seus pais.

Os outros três filhos de Elisabeth com seu próprio pai nasceram e viveram sempre no porão, onde permaneceram até os crimes de Fritzl serem descobertos. EFE as/ab/plc

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