Atenas, 11 dez (EFE).- O resultado do exame de balística sobre o tiro que matou o jovem Alexandros Grigoropoulos na Grécia será divulgado amanhã, e através dele será possível estabelecer se a bala atingiu o adolescente após rebater, como afirma a defesa dos policiais acusados.

A Polícia grega informou hoje que a análise do laboratório atrasou alguns dias, porque, para elaborar o relatório final, foi preciso esperar a atribução de peritos por parte da família da vítima e da defesa dos dois policiais acusados.

Um juiz ordenou ontem à noite a prisão preventiva de Epaminondas Korkoneas, de 37 anos, acusado de "homicídio proposital", e de Vasilis Saraliotis, de 31 anos, por "colaboração em homicídio", por supostamente causar a morte no sábado ao jovem de 15 anos.

A imprensa local critica hoje de forma unânime a linha de defesa do agente Korkoneas, que se declarou ontem inocente e que atribuiu a presença da vítima em um bairro conhecido por ser ponto de reunião de jovens radicais a "sua conduta conflituosa".

Korkoneas, apelidado de "Rambo" pelos colegas, disse que, no sábado passado, ele e seu companheiro foram agredidos por um grupo de 30 radicais e que, "assustado e temendo por sua vida", tirou o revólver e disparou duas ou três vezes para o alto.

A defesa dos dois agentes já anunciou ontem que, segundo os primeiros dados da perícia balística, o jovem grego foi atingido por uma bala perdida.

O relatório do legista determinou que Alexandros morreu por causa de um ferimento que atingiu o coração e a aorta, e que a bala ficou alojada na espinha dorsal.

A morte do adolescente gerou uma onda de distúrbios e protestos contra o Governo, que esta noite continuou com duros confrontos entre as forças da ordem e jovens radicais em Atenas e Salônica. EFE Afb/an

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