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Relatório da Unasul sobre conflito na Bolívia mata 2 pessoas vivas

La Paz, 22 jan (EFE).- O relatório que a comissão investigadora da União de Nações Sul-americanas redigiu sobre os confrontos ocorridos na região boliviana de Pando (norte) em setembro passado deu como mortas duas pessoas que, na verdade, estão vivas e moram na cidade brasileira de Brasiléia, informa hoje a imprensa local.

EFE |

Luis Eduardo Zabala López e Vicente Rochas Rojas, que aparecem no relatório final da Unasul como dois dos 22 mortos no "massacre" de 11 de setembro de 2008, desmentiram os dados publicados pelo relatório.

"Nós, graças a Deus, estamos vivos (...) É lamentável. O relatório é completamente falso", afirmou Zabala à rede de TV boliviana "PAT".

"Quero dizer ao país inteiro que estou vivo e denunciar esta injustiça" da Unasul, declarou Rochas, que, como Zabala, vive como refugiado em Brasiléia, na fronteira com a Bolívia.

De acordo com o documento da Unasul, o primeiro teve sua certidão de óbito dada por um centro de saúde, enquanto o segundo foi dado como morto com base em uma certidão anexada a um registro de denúncias.

O documento final da comissão da Unasul, que foi dirigida pelo argentino Rodolfo Mattarollo, reporta as mortes de 20 camponeses seguidores do Governo e de dois opositores, ao passo que a Defensoria Pública da Bolívia contabilizou 19 mortos.

Por sua vez, a comissão do Congresso boliviano que investiga os confrontos conseguiu confirmar 13 mortes relacionadas aos episódios, disse à Agência Efe um deputado.

Em declarações ao jornal "La Razón", Mattarollo admitiu que não sabia que os dois homens estavam vivos, limitando-se a dizer que as fontes dos falecimentos estão no relatório da comissão, divulgado em 3 de setembro, quando foi apresentado ao presidente do país, Evo Morales. EFE lav/sc

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