Relatório da ONU sobre Benazir Bhutto recebe críticas

Islamabad, 16 abr (EFE).- Um estreito colaborador do ex-presidente paquistanês Pervez Musharraf afirmou hoje que o relatório da comissão de investigação da ONU sobre o assassinato de Benazir Bhutto contém erros e representa um desperdício de dinheiro.

EFE |

"O relatório extrai as mesmas conclusões apontadas pelo Governo do Paquistão há dois anos. Não há nada de novo", explicou à Agência Efe o general reformado Rashid Qureshi, que durante a última etapa de Musharraf na Presidência foi seu porta-voz oficial.

Segundo Qureshi, a ONU cometeu "erros específicos" ao responsabilizar Musharraf por não ter dado suficiente proteção a Bhutto, e alegou que quando ocorreu o assassinato Musharraf já não estava em uma situação idônea para controlar o estado.

"Já não era o chefe do Governo (...) e também não era chefe do Exército, portanto não tinha controle sobre os serviços de inteligência", afirmou Qureshi.

Musharraf tinha deixado a chefia das Forças Armadas e do Governo poucas semanas antes de 27 de dezembro de 2007, dia em que Bhutto morreu em um atentado suicida na cidade de Rawalpindi, embora os analistas considerem que o então presidente seguia sendo de fato o homem mais poderoso do país.

O antigo porta-voz de Musharraf se declarou "surpreso" com o conteúdo do relatório apresentado ontem pela ONU, que mantém que a morte de Bhutto poderia ter sido evitada com medidas de segurança mais estritas. EFE igb/dm

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