Relatório da ONU diz que Governo sudanês e rebeldes violam embargo de armas

Nações Unidas, 18 nov (EFE) - O Governo do Sudão e os grupos rebeldes com os quais está em confronto em Darfur violam sistematicamente o embargo de armas imposto pela ONU à região sudanesa desde 2005, segundo um relatório das Nações Unidas divulgado hoje.

EFE |

O documento, elaborado para o Conselho de Segurança da ONU por um grupo de especialistas que supervisiona o embargo, considera que as duas partes renunciaram a uma solução pacífica ao conflito que afeta Darfur desde 2003.

O texto afirma que a violência aumentou na região sudanesa e se estendeu a outras partes do país, além de ter cruzado a fronteira com o Chade.

A missão de paz conjunta da ONU e a União Africana em Darfur (Unamid) desdobrada em janeiro "foi até o momento incapaz de se defender ou à população civil, e de cumprir sua obrigação de supervisionar o cumprimento do embargo de armas", indica.

Além disso, o Exército sudanês continua realizando ataques aéreos apesar de, supostamente, estarem proibidos.

"Todas as partes em Darfur violam de maneira flagrante o embargo de armas", afirma o documento de 93 páginas entregue ao presidente do comitê do Conselho que supervisiona o embargo, o embaixador italiano Giulio Terzi.

O relatório, que cobre o período de setembro de 2007 a setembro de 2008, assinala que o fornecimento ilegal das armas permite às milícias rebeldes e às forças governamentais realizar operações ofensivas tanto dentro quanto fora de Darfur.

Além disso, acusa o Sudão e o Chade de fornecer armamento aos grupos rebeldes que operam contra os respectivos Governos na fronteira dos dois países.

"As ações de todas as partes levam à conclusão de que escolheram a solução militar, em vez de entabular negociações de paz", aponta.

O grupo de especialistas recomenda ao Conselho de Segurança que amplie o raio de ação do embargo a todo o Sudão, assim como ao Chade e à região norte da República Centro-Africana, na qual também operam grupos armados. EFE jju/db

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