Um informe do departamento de Justiça americano propõe reabrir vários casos de abusos e torturas contra prisioneiros suspeitos de terrorismo, o que permitirá processar funcionários da CIA, informa a edição desta segunda-feira do jornal The New York Times.

O departamento de Justiça revelará nesta segunda-feira novos detalhes sobre os abusos contra prisioneiros compilados em 2004 no Iraque e Afeganistão pelo inspetor geral da CIA, mas que nunca foram divulgados até agora.

A recomendação foi feita recentemente pelo gabinete de responsabilidade profissional do departamento da Justiça e apresentada ao secretário Eric Holder, afirma o NYT, que cita uma fonte ligada ao tema.

Em 2004 o inspetor geral descobriu que os interrogadores da CIA utilizaram métodos questionáveis para intimidar um alto membro da Al-Qaeda, Abd al-Rahim al-Nashiri.

Nashiri, principal suspeito do ataque contra o navio americano "USS Cole" no Iêmen, em outubro de 2000, também foi submetido à simulação de afogamento (o "submarino", uma tortura que leva o torturado à beira da asfixia), destaca a imprensa, com base no relatório de 2004.

Mas quando a CIA transmitiu o informe aos promotores, estes consideraram que nenhum dos casos merecia apresentação de denúncia ante a justiça, indica o New York Times.

Quando Holder assumiu - designado pelo presidente Barack Obama -, tomou conhecimento do tema e começou a retificar o rumo, acrescenta o jornal.

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