Relatório conclui que Irã pode desencadear corrida nuclear em países árabes

Londres, 21 mai (EFE).- O programa nuclear iraniano, que o Ocidente suspeita ter objetivos militares, pode desencadear uma corrida atômica no Oriente Médio, segundo um relatório do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS, na sigla em inglês).

EFE |

Desde que o Irã desafiou as Nações Unidas levando adiante seu programa de enriquecimento de urânio, 13 países da região começaram a desenvolver projetos de desenvolvimento de energia nuclear, destaca o IISS.

Embora se tratem, por enquanto, de projetos civis que respeitam as salvaguardas internacionais da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), seu objetivo a longo prazo, segundo o IISS, é poder se dotar de um sistema de proteção nuclear que poderia incluir armas desse tipo.

O IISS considera que, sob a Presidência de Mahmoud Ahmadinejad, o Irã quer ter a capacidade de fabricar armas nucleares.

"O desenvolvimento, por parte do Irã, de tecnologia nuclear de duplo uso é o fator político sobressalente que está estimulando os países árabes vizinhos a seguirem o mesmo caminho", afirma John Chipman, diretor-executivo do IISS.

"Se o programa nuclear de Teerã não for detido, haverá motivos para temer que, com o tempo, se desencadeie uma cascata de proliferação entre seus vizinhos. Para alguns Estados, como a Arábia Saudita, o arsenal nuclear iraniano poderia representar uma ameaça direta", diz Chipman.

O IISS acredita que o Egito, que possui uma sólida base em matéria de tecnologia nuclear, poderia ser o primeiro país árabe a fabricar a bomba atômica.

Israel, que tem armas nucleares há 40 anos, mas nunca anunciou oficialmente dispor de uma força de dissuasão desse tipo, também teria que revisar sua própria posição por causa da ameaça de Ahmadinejad de riscar o Estado judeu do mapa. EFE jr/wr/gs

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG